Igreja de Ruanda pede perdão por participaram de religiosos em genocídio

Nairóbi, 21 nov (EFE).- A Igreja Católica de Ruanda pediu desculpas pelo papel que alguns de seus padres tiveram no genocídio de 1994, que matou quase 1 milhão de pessoas em 100 dias.

Ontem, uma carta conjunta assinada por nove bispos que representam todas as dioceses do país foi lida em todas as igrejas de Ruanda, como parte da mensagem de fim de ano do Jubileu Extraordinário, informou nesta segunda-feira a imprensa do país.

Na mensagem, a Igreja afirmou que não teve um papel correto como instituição durante o genocídio e está consciente de que alguns de seus membros mataram pessoas inocentes.

"A igreja não enviou ninguém para prejudicar, mas nos desculpamos por alguns clérigos que se envolveram no genocídio. Estamos tristes pelo fato de que alguns de nossos seguidores ignorassem os chamados de Deus", dizem os bispos no texto.

Alguns religiosos católicos já foram condenados, como padre católico ruandês Athanase Seromba, julgado por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional de Ruanda (TPIR), em 2006, e o pastor Elizaphan Ntakirutimana, que respondeu ao processo em 2004.

Quase 1 milhão de tutsis e membros moderados da etnia hutu foram massacrados, principalmente com armas brancas, por milícias extremistas, militares e pela própria população civil durante o genocídio ruandês, e muitos deles morreram em igrejas onde tinham procurado refúgio.

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