Londres avalia convidar Trump para viagem de Estado ao Reino Unido

Londres, 21 nov (EFE).- O governo britânico "avalia" convidar o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, a uma visita de Estado ao Reino Unido durante 2017, confirmou nesta segunda-feira uma porta-voz de Downing Street.

Apesar de não serem revelados detalhes da possível visita de Trump, que substituirá Barack em 20 de janeiro, uma viagem dessas características envolve uma cerimônia de boas-vindas e um banquete oferecido pela rainha Elizabeth II no palácio de Buckingham ou no castelo de Windsor.

A fonte do Executivo conservador de Theresa May fez referência em um artigo publicado ontem pelo dominical britânico "The Sunday Times", que seria antecipada a visita do magnata americano a este país para o próximo verão, "em junho ou julho".

Com relação a essa informação, a porta-voz de Downing Street disse que "um convite para realizar uma visita de Estado é uma das coisas que estão sendo avaliadas após a eleição do novo presidente dos Estados Unidos".

Habitualmente são administradas, a cada ano, duas visitas de Estado ao Reino Unido, a convite da rainha.

De acordo com o dominical, a soberana britânica é vista como "arma secreta" do governo de Londres para poder reforçar os vínculos com o novo presidente dos Estados Unidos.

O candidato republicano, que substituirá o democrata Obama na Casa Branca após ter vencido Hillary Clinton no último pleito, confessou à primeira-ministra, em uma recente conversa telefônica, que é um "grande admirador" da rainha.

Segundo o "The Sunday Times", uma visita de Trump ao Reino Unido permitiria ao líder tory desprezar as afirmações dos veículos de imprensa que consideram que o líder interino do eurofóbico UKIP, Nigel Farage -um dos principais porta-bandeiras do "Brexit"-, é atualmente o político britânico que mantém o vínculo mais estreito com o presidente eleito de EUA.

Além disso, de acordo com esse jornal, uma antecipada visita do americano a este país poderia proporcionar uma oportunidade para facilitar um acordo de livre-comércio com os EUA, depois que os britânicos votaram por deixar a União Europeia (UE) no referendo do 23 de junho.

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