Terremoto de magnitude 7,4 no nordeste do Japão ativa alerta de tsunami

(Atualiza com a magnitude e profundidade, situação de usinas nucleares)

Tóquio, 21 nov (EFE).- Um forte terremoto de magnitude 7,4 na escala Ritcher sacudiu nesta terça-feira (data local) a cidade de Fukushima, no nordeste do Japão, e fez com que fosse ativado um alerta de tsunami, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

O terremoto aconteceu às 5h59 (hora local; 18h59 de segunda-feira em Brasília) e teve hipocentro a 25 quilômetros de profundidade no litoral de Fukushima, a cerca de 200 quilômetros da capital do país, Tóquio.

O tremor, que foi fortemente sentido em Tóquio, teve magnitude 5 na escala japonesa, que tem máximo de 7.

Em princípio, a JMA estabeleceu a magnitude do terremoto em 7,3 na escala Ritcher, mas posteriormente a elevou em um décimo, e o mesmo ocorreu com o hipocentro, que tinha situado a 10 quilômetros de profundidade.

As autoridades japonesas ativaram rapidamente um alerta de evacuação para a chegada de um tsunami com ondas de até três metros de altura no litoral de Fukushima e de um metro no litoral de outras cidades: Miyagi, Ibaraki, Iwate e Aomori.

As autoridades pediram aos cidadãos, através de sirenes e outros sistemas de alarme, que fugissem do possível tsunami fugindo para o topo de edifícios altos ou zonas elevadas.

Por volta das 7h da manhã de terça-feira (hora local; 20h da segunda-feira em Brasília) foram registradas várias ondas entre 30 e 90 centímetros em diversos portos do litoral nordeste, sem que causassem nenhum dano.

À altura da cidade de Sendai, no litoral de Miyagi, foi registrado um tsunami de 1,4 metro por volta das 8h da manhã de terça-feira (hora local; 21h da segunda-feira em Brasília).

O ministro porta-voz do governo, Yoshihide Suga, informou que o processo de evacuação nas regiões afetadas tinha ocorrido de maneira adequada e que não houve danos significativos.

"Dei as instruções aos membros do meu gabinete em Tóquio para terem a informação necessária e garantirem a segurança absoluta", declarou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aos veículos de imprensa em Buenos Aires, onde se encontra de viagem oficial.

Os serviços de trem do leste do Japão ficaram parcialmente suspensos após o terremoto e a imprensa japoneses informaram sobre um incêndio em um complexo petroleiro em Iwaki, na província de Fukushima.

As usinas nucleares situadas nas zonas afetadas, entre elas a acidentada central de Fukushima 1, não registraram incidentes graves, segundo a emissora pública "NHK".

O único problema informado foi na usina nuclear de Fukushima 2, onde o sistema de refrigeração de combustível paralisou após o terremoto, mas às 7h45 de terça-feira (hora local) foi finalmente reativado, detalhou a operadora TEPCO (Tokyo Electric Power Company).

O litoral onde se encontram as duas usinas nucleares de Fukushima foi atingido por um tsunami de um metro de altura, sem que afetasse seu funcionamento nem a sua segurança, informou um porta-voz da TEPCO durante uma entrevista coletiva.

O Japão é localizado sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e sofre terremotos com relativa frequência, por isso as infraestruturas são projetadas para aguentar os tremores.

No entanto, esta mesma região do Japão registrou no dia 11 de março de 2011 um poderoso terremoto de 9 graus e posterior tsunami que deixaram mais de 18 mil vítimas e causaram a crise nuclear de Fukushima.

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