Governo de Macri diz que credibilidade "está intacta" após 1 ano de vitória

Buenos Aires, 22 nov (EFE).- O chefe de Gabinete de Ministros da Argentina, Marcos Peña, descartou nesta terça-feira, que vão ser realizadas mudanças na equipe de governo, cuja "credibilidade", ressaltou, "está intacta".

"A credibilidade do governo está intacta. É um governo transparente que não tem nada para esconder, que partiu a estrutura de corrupção que vimos em muitas áreas do governo anterior", disse Peña em referência ao Executivo de Cristina Kirchner (2007-2015).

Um ano depois da vitória de Macri no segundo turno de 22 de novembro de 2015, o chefe de ministros destacou que não estão previstas mudanças no Gabinete.

"Ao contrário. Há um ano da eleição que hoje ganhamos, sentimos que foi feito um grande trabalho com a equipe de governo selecionada pelo presidente Macri e estamos mais entusiasmados do que nunca por tudo o que vem pela frente", ressaltou.

Assim disse Peña em entrevista coletiva em Buenos Aires depois da habitual reunião de ministros, na qual foi abordado por um jornalista sobre se considera que a imagem do governo se viu afetada pelas denúncias de que a Justiça investiga vários funcionários nacionais.

"Temos uma enorme e absoluta tranquilidade com relação à integridade e transparência dos funcionários deste governo. Não há problemas se por acaso alguém do Governo tiver que responder perante a Justiça", acrescentou Peña.

Estas declarações ocorrem um dia depois que a vice-presidente argentina, Gabriela Michetti, reiterou que está "à disposição" da Justiça, que investiga a origem dos fundos que foram roubados no ano passado de sua casa.

"Tenho absoluta disposição a tudo. A Justiça tem tudo para poder decidir e, se necessitar de algo mais, vai ter. Enviamos enorme quantidade de provas", indicou Michetti em entrevista coletiva na sede do Senado.

Além disso, um juiz pediu em 18 de novembro à Unidade de Informação Financeira (UIF) que lhe notifique se registrar reportes de "operações suspeitas" de várias pessoas, entre elas o atual embaixador argentino nos Estados Unidos Martín Lousteau e o ex-presidente da companhia petrolífera estatal YPF, Miguel Galuccio.

Na lista também figuram empresas como Pegasus Argentina, Caputo SAICyF e Socma (Sociedade Macri), esta última pertencente ao pai do presidente Mauricio Macri.

Isto ocorre no marco de uma causa que investiga supostas irregularidades na emissão de contratos futuros de dólar na reta final do mandato de Cristina Kirchner, que supostamente derivaram em perdas milionárias para o Estado e por isso ela e outros altos cargos de seu governo foram processados.

A investigação de atuais funcionários é um das exigências da ex-presidente, que rejeita as acusações e alega que as perdas ocorreram devido à desvalorização ordenada pelo governo de Macri. EFE

rgm/ff

(foto)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos