Putin admite que embargo a produtos ocidentais é uma medida protecionista

Moscou, 22 nov (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu nesta terça-feira que o embargo imposto aos produtos perecíveis ocidentais em resposta às sanções contra o país é, na realidade, uma medida protecionista.

"Vou contar um segredo: aguentaremos o quanto possível", disse Putin ao se reunir em um fórum com membros da Frente Popular, sua plataforma eleitoral.

Putin explicou que as sanções adotadas pelo Kremlin em meados de 2014 foram uma medida encaminhada a proteger o mercado agroalimentar da Rússia, incapaz de competir com as exportações do Ocidente.

"Efetivamente, fizemos conscientemente e, de fato, aproveitamos as decisões de curto prazo adotadas contra nosso país por parte de nossos chamados parceiros", afirmou o presidente russo.

Putin explicou que o governo criou as condições necessárias para o desenvolvimento da produção agrícola no país. A Rússia terá uma safra recorde 117 milhões de toneladas de grãos em 2017.

Em particular, o presidente lembrou que o país se transformou no maior exportador de trigo, na frente de potências tradicionais como os Estados Unidos e a China.

"Certamente, todos os produtores nacionais estão interessados que essa situação se prolongue o máximo possível", afirmou Putin, apesar de admitir que os consumidores russos querem comprar produtos de qualidade, mas com baixos preços.

Em junho, Putin assinou um decreto para prologar até o fim de 2017 o embargo aos alimentos perecíveis da União Europeia. A lista de produtos inclui frutas, verduras, carnes, pescados e lácteos.

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