Turquia emite ordem de detenção contra líder do partido sírio PYD

Istambul, 22 nov (EFE).- A promotoria turca emitiu uma ordem de detenção contra Saleh Muslim, o líder do partido União e Democracia (PYD), o mais importante entre a população curda do norte da Síria, informou a agência turca "Anadolu".

Muslim é uma das 48 pessoas, supostamente vinculadas ao proscrito Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK), contra as quais a Promotoria emitiu nesta terça-feira uma ordem de captura e detenção por suposto envolvimento em um ataque com carro-bomba perpetrado em Ancara em fevereiro 2016, que deixou 28 mortos e mais de 60 feridos.

O atentado foi então reivindicado pelo grupo TAK (Falcões da liberdade do Curdistão), formação escindida do PKK, embora segundo o governo turco trate-se simplesmente de uma "marca" da guerrilha curda usada em atentados com vítimas civis.

Ancara também considera o partido curdo-sírio PYD um mero "ramo sírio" do PKK, apesar deste movimento e suas milícias associadas receberem apoio dos Estados Unidos na Síria para sua luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

A mesma decisão da Promotoria ordena também a detenção da cúpula do PKK, cujo quartel-general se encontra nos montes Kandil, no norte do Iraque, entre eles os três máximos responsáveis: Murat Karayilan, Cemil Bayik e Fehman Hüseyin.

Também é pedida a detenção de dois políticos curdos exilados na Europa, Remzi Kartal e Zübeyir Aydar, ambos deputados no parlamento turco até 1994 e desde então em busca e captura.

Muslim mantinha até 2014 reuniões com as autoridades turcas em Ancara, mas as relações entre o PYD e o governo turco se deterioraram de forma definitiva após o fim do cessar-fogo com o PKK em julho de 2015 e o surgimento de um movimento juvenil da guerrilha curda nas cidades do sudeste da Turquia, que supostamente recebia apoio desde as milícias curdo-sírias.

Como resposta, Muslim rejeitou a ordem contra ele e negou qualquer envolvimento no atentado de Ancara.

"Essa não é uma ordem de detenção real e nós não temos nada a ver com esse atentado. Todo o mundo sabe quem somos, nós estamos lutando contra o terrorismo do 'Dáesh' (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) e da Frente al Nusra (++exfilial++ síria da Al Qaeda)", apontou Muslim, que atualmente se encontra de visita em Londres.v EFE

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