Ataques da coalizão contra o EI na Síria já deixaram 6.455 mortos, diz OSDH

Beirute, 23 nov (EFE).- Pelo menos 6.455 pessoas morreram pelos ataques da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria desde o seu início, em 23 de setembro de 2014, segundo os números divulgados nesta quarta-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os bombardeios também deixaram centenas de feridos, a maioria deles simpatizantes do EI em várias províncias sírias.

O OSDH detalhou que entre os mortos há pelo menos 700 civis, dos quais 169 eram menores de idade e 106 mulheres.

O EI sofreu pelo menos 5.506 baixas, a maioria de milicianos estrangeiros e entre os quais figuram alguns de seus dirigentes como Abu Omar al Shishani, Abu al Hiya al Tunisi, Abu Osama al Iraqui e Omar al Rafidan.

Além disso, há um responsável do grupo extremista que morreu junto com sua esposa e seus quatro filhos por um bombardeio em Dabiq, na província de Aleppo, no norte do país.

A coalizão não teve como alvo apenas posições do EI, mas também da Frente al Nusra (atualmente chamada de Frente da Conquista do Levante e antigo braço sírio da Al Qaeda), que perdeu 141 de seus combatentes.

Ontem à noite, o Pentágono assegurou que tinha matado o egípcio Abu al Farach al Masri, um alto comando da Al Qaeda na Síria, durante um ataque aéreo lançado em 18 de novembro perto da cidade de Sarmada, na província de Idlib.

A apuração do OSDH também inclui 10 milicianos do grupo radical Exército da Sunna que morreram em um ataque contra sua base em Atme, também em Idlib.

Além disso, um rebelde de um grupo islâmico morreu por um bombardeio contra uma base do EI onde estava retido na cidade de Maadan, na província de Al Raqqa, enquanto um ativista de uma agência de notícias dos radicais também morreu em um bombardeio em Tel Batal, em Aleppo.

A estas vítimas, se somam 90 efetivos governamentais sírios, que morreram em um ataque da coalizão contra o quartel de uma brigada de artilharia na região de Jabal Zarda, na periferia da cidade de Deir ez Zor.

O OSDH não descartou que o número de seguidores do EI mortos seja superior, devido à dificuldade para documentar as baixas na organização, já que o grupo mantém grande sigilo sobre seus falecidos.

O EI proclamou no final de junho de 2014 um califado na Síria e no Iraque, onde conquistou amplas partes do território.

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