Preso paquistanês é declarado inocente após 24 anos no corredor da morte

Islamabad, 25 nov (EFE).- A Suprema Corte do Paquistão declarou inocente nesta sexta-feira um homem condenado à pena capital que passou os últimos 24 anos no corredor da morte por assassinato, ao considerar que as provas admitidas para sentenciá-lo foram insuficientes.

"O juiz Asif Saeed Khosa, à frente de um tribunal de três magistrados, sentenciou que as provas apresentadas contra o preso foram insuficientes e que uma pistola usada como evidencia não pertencia ao condenado", disse à Agência Efe o porta-voz do Supremo, Mohammed Ishtiaq.

Mazhar Farroq foi acusado do assassinato de um homem em 1989 em uma disputa por terrenos na província do Punjab (leste) e três anos mais tarde foi condenado à morte por um tribunal, sentença ratificada pelo Alto Tribunal de Lahore.

O condenado apelou desta última decisão em 2011 perante o Supremo, que agora o deixará em liberdade, segundo informou a fonte.

Grupos de direitos humanos criticaram o sistema policial e judicial paquistanês por ser pouco eficazes, ditando sentenças injustas e inclusive execuções de menores de idade ou pessoas com incapacidades psíquicas.

O Supremo Tribunal paquistanês avalia neste momento o estado mental de um condenado à morte por assassinato e diagnosticado com esquizofrenia para decidir se o executa, após estabelecer em outubro que esse mal "não é uma doença mental permanente" e não o exime da forca.

O país asiático levantou a moratória que pesava sobre a pena de morte para os casos de terrorismo no final de 2014, depois do ataque talibã a uma escola no qual morreram 125 crianças, e meses mais tarde fez extensiva a decisão ao resto dos crimes.

Desde então, 425 pessoas foram enforcadas, segundo a ONG Comissão Nacional de Direitos Humanos do Paquistão.

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