Para AI, conquistas de Fidel Castro são prejudicadas pela repressão

Cidade do México, 26 nov (EFE).- As conquistas de Fidel Castro em melhorar o acesso de milhões de cubanos aos serviços públicos foram minados por uma repressão sistemática das liberdades básicas durante o tempo em que esteve no poder, afirmou neste sábado a Anistia Internacional (AI) depois da morte do ex-líder cubano.

"Poucas figuras políticas são mais polarizadoras do que Fidel Castro, um líder progressista, mas profundamente imperfeito", disse a diretora da AI para as Américas, Erika Guevara-Rosas.

Após sua ascensão ao poder, depois da Revolução de 1959 em Cuba, Fidel fez melhorias impressionantes no acesso a direitos básicos e isto foi acompanhado por um impulso inédito para aumentar as taxas de alfabetização em todo o país, afirmou o escritório regional da AI, na Cidade do México.

"O acesso a serviços públicos, como saúde e educação, para os cubanos melhorou substancialmente com a Revolução Cubana e, por isto, sua liderança deve ser elogiada", enfatizou ela.

No entanto, "apesar dessas conquistas em áreas de política social, o reino de 49 anos de Fidel Castro se caracterizou por uma supressão impiedosa da liberdade de expressão".

Ela ressaltou que "o estado da liberdade de expressão em Cuba, onde os ativistas continuam enfrentando detenção e assédio por falar contra o governo, é o legado mais obscuro de Fidel Castro".

"O legado de Fidel Castro é um retrato de dois mundos. A questão agora é como os direitos humanos serão vistos na futura Cuba. As vidas de muitos dependem disso", defendeu.

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