Para Vargas Llosa, dificilmente regime cubano sobreviverá sem Fidel Castro

Guadalajara (México), 27 nov (EFE).- O escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou neste domingo que o regime cubano terá muita dificuldade de sobreviver após a morte do líder revolucionário Fidel Castro, ocorrida na sexta-feira passada, aos 90 anos.

"É como a morte de (o líder soviético) Stalin, de todos os grandes ditadores. É muito difícil que, com o tempo, o regime sobreviva ao desaparecimento do ditador", disse ele, em entrevista coletiva ao ser perguntado sobre a figura e o impacto de Fidel na história e em Cuba.

Durante a Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara, onde ele apresenta seu mais recente romance, "Cinco esquinas" (já lançado no Brasil), o escritor opinou que Fidel era "quem mantinha mais ou menos imobilizada a estrutura (do país) e a impedia de se movimentar".

"Não tem ninguém que possa substituir Fidel como o mito, a lenda ou o herói em que se transformou", argumentou.

Sobre o ícone que o líder revolucionário representa, Vargas Llosa disse que foi "uma pessoa que deslumbrou" a sua geração porque "era como um herói de um livro de aventuras", capaz de derrubar a ditadura de Fulgencio Batista. No entanto, afirmou que o personagem de Fidel Castro evoluiu desde a promessa de uma revolução "profundamente democrática" a uma ditadura comunista, um exercício de "grande oportunismo" que lhe permitiu permanecer no poder, concluiu o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2010.

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