Guterres diz que "China pode ser intermediário honesto" em conflitos

Pequim, 28 nov (EFE).- O secretário-geral eleito da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou nesta segunda-feira em Pequim que a "China pode ser um intermediário muito importante e honesto entre as partes envolvidas em conflitos", e considerou que o país é um "sólido pilar do multilateralismo no mundo".

De visita pela primeira vez a Pequim desde foi eleito, no mês passado, o próximo secretário-geral das Nações Unidas, Guterres disse que à China tem um "grande papel econômico" no mundo. Ao lado do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, com quem se reuniu, Guterres afirmou em entrevista coletiva que "a cooperação entre a ONU e a China é absolutamente essencial" e admitiu "estar muito feliz por ver, inclusive, que pode ir melhor".

O recém-eleito secretário-geral defendeu que a China dá uma "importante contribuição" militar e financeira às missões de paz da ONU, que conta com 2.639 soldados.

Ele também falou sobre os efeitos que iniciativas próprias do país, como a chamada "Nova Rota da Seda", têm no desenvolvimento de outros Estados e no "sucesso das atividades da ONU no mundo".

Durante seu discurso, Guterres ressaltou que, perante os "perigos" do mundo atual, além de "ameaças como a mudança climática, a insegurança alimentar e a escassez de água", é preciso unir forças.

"A China é um sólido pilar do multilateralismo", disse, antes de ressaltar que "os problemas mundiais necessitam soluções globais".

O ministro chinês, por sua vez, parabenizou a exposição de Guterres, e disse que, nas atuais circunstâncias, "o papel da ONU só pode ser fortalecido".

"Vivemos em um mundo caótico. Enfrentamos desafios globais. Nenhum país do mundo pode superar esse desafio sozinho", afirmou Wang, em linha com o atual discurso pró-globalização dos líderes chineses.

O ministro chinês defendeu que a ONU "é a plataforma adequada para tramitar esses desafios", o ex-primeiro-ministro português também indicou que, quando tomar posse, em 1º de janeiro, quer tornar a organização "mais leve" e "menos burocrática".

Guterres mencionou que dará prioridade a que as forças de paz "sejam mais bem treinadas e tenham mais respeito pelos direitos humanos", depois que a militares da ONU foram acusados de abusos sexuais contra mulheres e crianças em lugares como a República Centro-africana.

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