Parlamento austríaco aprova desapropriação de casa onde nasceu Hitler

Viena, 30 nov (EFE).- A comissão de Interior do parlamento da Áustria aprovou nesta quarta-feira a desapropriação da casa onde nasceu o ditador nazista Adolf Hitler (1889-1945), na cidade de Braunau am Inn, no estado da Alta Áustria.

A proprietária tinha se negado durante anos a vender o imóvel no centro da cidade, que fica perto da fronteira com a Alemanha.

O Estado austríaco aluga as dependências há anos porque o governo quer evitar que o lugar se torne um santuário para círculos neonazistas.

Os dois partidos da coalizão de governo, o social-democrata SPÖ e o democrata-cristão ÖVP, votaram a favor da desapropriação, junto com os opositores ecologistas e liberais.

Já o ultranacionalista FPÖ e o partido populista Team Stronach votaram contra por considerar teria sido melhor negociar mais uma vez com a proprietária.

O ministro do Interior da Áustria, Wolfgang Sobotka, quer definir a utilização da casa com o governador de Alta Áustria e com o prefeito de Braunau am Inn.

Segundo a agência de notícias "APA", o ministro planeja lançar um concurso de arquitetura para reformar o imóvel, de modo que nbão seja possível reconhecê-lo como antes.

Em outubro, Sobotka tinha anunciado que a casa seria demolida, porém, ao que tudo indica, será realizada uma reforma completa.

Hitler nasceu e viveu seus primeiros três anos de vida em Braunau am Inn, uma cidade próxima à fronteira da Áustria com a Alemanha.

A desapropriação, proposta em julho pelo conselho de ministros e confirmada nesta quarta-feira, põe fim a uma longa batalha jurídica com a proprietária, que será indenizada pelo Estado.

Em 1938, após a anexação da Áustria pela Alemanha, os nazistas compraram a casa e a transformaram em um "centro cultural".

Depois da guerra, o imóvel foi readquirido pela família dos proprietários originais, que permitiram a instalação de uma biblioteca.

Mais tarde, no imóvel também funcionaram uma escola, um banco, um instituto técnico e até 2001 um lar para jovens incapacitados.

Desde então, a casa estava vazia e as autoridades pagavam à dona 4.700 euros mensais de aluguel para evitar o uso não desejado.

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