Palestinos presos correm risco de morte após 2 meses em greve de fome

Jerusalém, 1 dez (EFE).- Após mais de dois meses em greve de fome em protesto por suas prisões - sem acusações - por parte de Israel, dois palestinos correm risco de morte, informou nesta quinta-feira à Agência Efe sua advogada.

Trata-se de Anas Shadid e Ahmad Abu Farah, de 19 e 29 anos, respectivamente, que estão sem comer há 68 dias.

"Os dois correm risco de morte. Shadid foi internado na unidade de terapia intensiva e os relatórios médicos indicam que já sofreu danos irreversíveis", afirmou à Efe a advogada Ahlan Haddad, que é responsável por seu caso e que detalhou que Abu Farah é professor universitário e casado.

"Foram detidos no dias 1º e 2 de agosto, respectivamente. As causas de suas detenções são secretas, nem eles mesmos as conhecem", protestou a advogada.

Segundo a agência palestina "Ma'an", o diretor do centro médico Asaf Harotfeh, no qual estão internados, transferiu ao Tribunal Supremo israelense um relatório que assegura que ambos correm "risco real de sofrer danos graves em seus órgãos vitais, o que poderia derivar em incapacidade permanente e, inclusive, em morte súbita".

O porta-voz desse centro médico, Liat Aviel, não quis confirmar essa informação à Efe e se limitou a assegurar que "sua situação é estável e que os dois recebem atendimento 24 horas por dia".

A Comissão de Assuntos dos Prisioneiros da Palestina afirmou recentemente que os detidos perderam, parcial e completamente, sua habilidade para falar, respirar, beber e ouvir.

Os dois jovens entraram em greve de fome em protesto por sua situação de prisão administrativa, uma figura que Israel utiliza para deter palestinos sem acusações durante seis meses, que são prorrogáveis indefinidamente.

Israel mantém presos cerca de 7 mil palestinos, dos quais 720 estão com ordens militares de detenções administrativas e 400 são menores, segundo dados da associação de defesa dos prisioneiros palestinos Adamir.

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