Chanceler da Venezuela nega suspensão do país do Mercosul

Caracas, 2 dez (EFE).- A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou nesta sexta-feira que seu país tenha sido suspenso do Mercado Comum do Sul (Mercosul), depois que venceu o prazo para que o país internalizasse o protocolo de integração do bloco.

"Certos meios deram a conhecer a falsa notícia de suspensão da Venezuela no MERCOSUL. Essa notificação não existe", escreveu a chanceler no Twitter.

Em outras mensagens, ela disse que seu país "não reconhece" tal destituição e seria nula e sustentada "na Lei da selva de uns funcionários que estão destruindo o MERCOSUL".

A chefe da diplomacia venezuelana indicou que seu país seguirá exercendo a presidência "legítima" e "participará com direito a voz e voto de todas as reuniões" como membro.

Argentina, Brasil e Paraguai, com abstenção do Uruguai, decidiram que se até 1º de dezembro a Venezuela não ficasse em dia com o Mercosul ela seria suspensa por tempo indeterminado do bloco. Com isso, o país ficaria na mesma situação que a Bolívia, participando com voz, mas sem direito a voto.

O governo do presidente de Nicolás Maduro comunicou aos estados-membros do Mercosul na terça-feira que a Venezuela está "em condições" de aderir a uma parte do protocolo normativo do bloco, dois dias antes de vencer o prazo estipulado.

A ministra das Relações Exteriores venezuelana informou ontem que seu país ativou um "mecanismo" no Mercosul para a "resolução de controvérsias" por "agressões e fustigação" contra a presidência do bloco, que, segundo ela, está em pleno funcionamento.

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