Noruega encontra portão de ferro de campo nazista de Dachau roubado há 2 anos

Berlim, 2 dez (EFE).- A polícia alemã informou nesta sexta-feira que seus colegas da cidade norueguesa de Bergen apreenderam um portão de ferro fundido com a inscrição "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta) que "muito provavelmente" foi roubada há dois anos do campo de concentração de Dachau, nas cercanias de Munique.

Em comunicado, a polícia explica que por enquanto recebeu desde Bergen uma fotografia do portão, confiscado após receber uma pista anônima.

O histórico portão foi roubado em novembro de 2014 e a polícia começou uma investigação na qual chegou a oferecer uma recompensa de 10 mil euros para quem desse alguma pista, sem saber se os autores podiam ter vínculos neonazistas ou se atuavam por incumbência de algum colecionador.

A estrutura, que fazia parte de um portão situado nas cercanias da entrada principal Dachau, mede um por dois metros e pesa cerca de 100 quilos, por isso que desde um primeiro momento se pensou que várias pessoas participaram do roubo.

O recinto de Dachau, que segue aberto ao público para lembrar o horror do Holocausto, carecia de câmeras de vigilância e a polícia deduziu que os ladrões, que puderam utilizar um veículo para transportar o portão, aproveitaram um momento no qual os guardas se encontravam afastados das instalações.

Em dezembro de 2009, desapareceu da entrada principal do antigo campo de extermínio de Auschwitz, no sul da Polônia, o letreiro com a mesma inscrição de "Arbeit macht frei".

A polícia o encontrou três dias depois em uma casa de campo, cortado em três peças e deteve mais tarde os autores do roubo.

O considerado cérebro desse crime, o antigo líder neonazista sueco Anders Hoegstrem, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão.

O campo de Dachau foi criado em março de 1933, pouco depois da chegada de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, como centro de reclusão para prisioneiros políticos e serviu de modelo para as instalações que os nazistas levantariam depois em outras localidades.

Durante seus 12 anos de existência, foram presas em Dachau e em campos secundários mais de 200 mil pessoas procedentes de toda Europa.

Estima-se que, até a libertação do campo pelas tropas americanas, em 29 de abril de 1945, cerca de 41,5 mil prisioneiros foram assassinados nesse lugar.

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