Oposição diz que políticas ruins causaram expulsão da Venezuela do Mercosul

Caracas, 2 dez (EFE).- A oposição venezuelana reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse nesta sexta-feira que as políticas "erradas" dos governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro provocaram a "expulsão" da Venezuela do Mercosul e qualificou o fato como uma "humilhação pública".

"A Venezuela sofre hoje esta humilhação pública por culpa das políticas erradas e antinacionais dos governos de Chávez e Maduro. Isto que está ocorrendo hoje não é mais que o corolário de um conjunto de atividades mal elaboradas", afirmou o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba, em entrevista coletiva.

O porta-voz da aliança declarou que a Venezuela ingressou no Mercosul "sem cumprir os requisitos que esta aliança comercial estabelecia", razão pela qual a consequência não podia ser outra que esta "lesão" que afeta "o prestígio da República".

"Temos no caso do Mercosul uma nova evidência de como a política internacional da Venezuela foi dirigida nestes 17 anos não em função dos interesses históricos e estratégicos da nação venezuelana, mas foram dirigidos em função de uma seita partidária, de uma cúpula corrupta", criticou.

O presidente da Comissão de Política Externa da Assembleia Nacional (AN, parlamento), Luis Florido, também se pronunciou sobre a suspensão da Venezuela do bloco fundado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai por ter "descumprido as obrigações assumidas no Protocolo de Adesão".

"O único responsável pela expulsão da Venezuela do Mercosul é Nicolás Maduro, que reafirma que não respeita os compromissos internacionais que o país assinou. É inaceitável que o regime se negue a cumprir tratados em matéria econômica, de direitos humanos e imigração", disse Florido.

As declarações dos opositores acontecem horas depois que a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, assegurou que seu país não foi notificado da suspensão de seus "direitos inerentes" como Estado Parte do Mercosul e qualificou essa decisão, anunciada pela chancelaria paraguaia, de "golpe de Estado".

A chancelaria paraguaia declarou mais cedo que tinha informado Rodríguez da decisão dos quatro membros fundadores do bloco regional de suspender os direitos da Venezuela a partir hoje.

No entanto, a ministra venezuelana afirmou que seu país seguirá sendo Estado Parte do grupo, pois garantiu que é respaldado pelas normas e a institucionalidade do Mercosul e pelo direito internacional público.

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