Sara Netanyahu foi interrogada por 11 horas por uso de dinheiro público

Jerusalém, 1 dez (EFE).- Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, foi interrogada durante quase 11 horas por suposto uso indevido de dinheiro público na administração da residência oficial.

O interrogatório começou às 13h (horário local) da última quinta-feira durou até quase a meia-noite na unidade policial 443 da cidade de Lod, informou nesta sexta-feira o jornal "Yedioth Ahronoth".

A publicação não especifica quais possíveis crimes estão sendo investigados, mas relata o envolvimento - como um dos principais suspeitos - de Guil Shefer, ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro e que também é investigado por assédio sexual.

"Insisto que não encontrarão nada porque não há nada", afirmou Sara Netanyahu sobre as investigações, segundo o jornal "Ha'aretz".

A Promotoria não revelou quais seriam os crimes, mas a imprensa local assegura que estão relacionados com um antigo caso no qual a esposa do primeiro-ministro solicitou serviços de buffet e de chefs de cozinha para eventos privados de sua família que teriam sido pagos com dinheiro público.

Outro ponto da investigação tenta descobrir se um cuidador para o pai de Sara Netanyahu era pago com dinheiro público, assim como um eletricista filiado ao Likud, partido do primeiro-ministro, que trabalhou na casa particular dos Netanyahu na cidade de Cesareia.

Há seis meses a polícia enviou os registros à Promotoria de Jerusalém com a recomendação de processar a esposa do chefe do governo israelense, mas o órgão os devolveu para que continuassem as investigações.

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