Seul aponta novas sanções a norte-coreanos ligados ao líder Kim Jong-un

Seul, 2 dez (EFE).- A Coreia do Sul acrescentou nesta sexta-feira a sua lista negra, figuras próximas a Kim Jong-un, como parte das novas sanções unilaterais para complementar às impostas pela ONU como punição ao último teste nuclear da Coreia do Norte.

Seul acrescentou 35 indivíduos e 36 entidades a sua lista negra, evitando qualquer transação com eles, considerando que "desempenham um papel crucial no desenvolvimento de armas de destruição em massa e contribuem aos esforços do regime para obter divisas estrangeiras" disse à Agência Efe um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

A lista incluiu Choe Ryong-hae, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, e Hwang Pyong-so, vice-marechal e diretor do Exército Popular da Coreia do Norte, considerados as duas figuras mais próximas ao "líder supremo" do país.

O governo sul-coreano também citou o Partido dos Trabalhadores e a Comissão de Assuntos Estatais, suspeitando que participam da exportação de carvão de Pyongyang, uma das atividades restringidas pelo Conselho de Segurança da ONU em sua resolução emitida na quarta-feira.

Também destaca a inclusão na lista sul-coreana de uma empresa da China, Dandong Hongxiang Desenvolvimento Industrial, e quatro dos seus executivos, já que é a primeira vez que Seul impõe sanções a uma empresa deste país.

Dandong Hongxiang e parte da sua direção já foram objeto de sanções dos Estados Unidos por suspeitas de ter exportado para Coreia do Norte, óxido de alumínio, um ingrediente que pode ser usado na fabricação de armas nucleares.

As sanções buscam forçar a Coreia do Norte a abandonar o desenvolvimento de armas nucleares, algo que se considera pouco provável já que o regime de Kim Jong-un considera o principal pilar de sua defesa e ignorou resoluções anteriores.

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