Maduro pede ao Uruguai reunião para defender Venezuela de decisão do Mercosul

Caracas, 3 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu neste sábado ao presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, para defender seu governo após o país ter sido suspenso do Mercosul, ao considerar que a medida foi "injusta".

"Espero uma resposta de Tabaré Vázquez. Espero que muito em breve conversemos", disse Maduro em um pronunciamento em rede nacional.

O presidente disse que irá pessoalmente defender a Venezuela se o Mercosul convocar uma reunião plenária. "Fomos julgados e declarados culpados sem que permitissem o direito à defesa", destacou.

Além disso, Maduro reiterou que "ninguém" irá tirar a Venezuela do bloco regional e que recorrerá a todas as instâncias internacionais para recorrer da decisão tomada em conjunto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os quatro países decidiram suspender a Venezuela do Mercosul porque o país governado por Maduro não teria se adequado a todas as normas do bloco. Para o presidente venezuelano, todos agiram de maneira "muito injusta, desproporcional e ilegal", reiterando que seu governo adotou 95% da legislação proposta.

Maduro disse que a "tríplice aliança" (Paraguai, Brasil e Argentina) está dando um golpe de Estado na Venezuela, já que a suspensão "se trata de uma decisão ideológica". "Impuseram ao presidente Tabaré, com mentiras, esse golpe de estado", denunciou.

O Ministério de Relações Exteriores do Paraguai afirmou na sexta-feira que tinha comunicado a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, sobre a decisão dos quatro membros fundadores do bloco de suspender os direitos da Venezuela após o país ter descumprido as obrigações assumidas no protocolo de adesão.

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