Seul é palco de nova manifestação que pede renúncia da presidente

Seul, 3 dez (EFE).- As ruas do centro de Seul voltaram a ficar cheias de manifestantes pelo sexto sábado consecutivo, em um novo protesto para pedir a renúncia da presidente Park Geun-hye, envolvida no escândalo da "Rasputina coreana".

Dezenas de milhares de pessoas começaram uma manifestação pacífica na avenida de Gwanghwamun, principal artéria do centro da capital, ataviadas com cartazes e bandeirolas nas quais pedem a renúncia e a abertura do procedimento de destituição de Park.

Os manifestantes têm planejado finalizar o percurso nas cercanias da Casa Azul de presidência, onde a polícia estabeleceu um cordão em um raio de 100 metros, e ao anoitecer permanecerão nas ruas com velas acesas.

Em outras cidades do país, como Busan, Gwangju e Chuncheon, também estão se desenvolvendo mobilizações em menor escala.

Outro grupo de manifestantes se aproximou do bairro de Yeouido onde fica localizada a Assembleia Nacional (parlamento) para pedir aos deputados que votem a favor do processo de destituição ("impeachment") da presidente.

Os três partidos da oposição apresentaram hoje no parlamento a moção de "impeachment" para submetê-la à votação na sexta-feira. Sua aprovação requereria os votos a favor de pelo menos 28 deputados do partido governante Saenuri.

Embora a princípio muitos deputados de Saenuri se mostraram favoráveis ao "impeachment", mais tarde optaram pela possibilidade de a presidente renunciar em abril, depois que Park deixar seu cargo em mãos do parlamento em discurso público na terça-feira.

No sábado 1,5 milhão de pessoas (segundo a organização, 280 mil segundo a polícia) protagonizaram em Seul a maior manifestação da história do país e a quinta desde que foi revelado o escândalo "Choi Soon-sil Gate".

Este caso gira em torno da presidente Park e a Choi Soon-sil, sua amiga íntima batizada popularmente como "Rasputina coreana".

Choi é acusada de ter intervindo em assuntos de Estado apesar de não ostentar cargo público e ter extorquido empresas para obter numerosas somas de dinheiro das quais teria se apropriado parcialmente, entre outras acusações.

Os procuradores apontaram Park como "cúmplice" de sua amiga, embora a chefe de Estado tenha feito uso de sua imunidade para negar ser interrogada.

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