Organizações do exílio cubano lembram vítimas da ditadura de Fidel Castro

Miami, 4 dez (EFE).- Organizações do exílio lembraram neste domingo, em Miami, nos Estados Unidos, as "vítimas e mártires" da ditadura, consideradas por eles o "verdadeiro legado" do ex-presidente do país, Fidel Castro, morto no último sábado.

Em cerimônia realizada em frente ao Monumento do Memorial Cubano, inaugurado há dois anos e no qual estão inscritos os nomes de mais de 10 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, as organizações do exílio fizeram uma homenagem em memória às vítimas.

"Aqui está o verdadeiro legado, a verdadeira sequência de crimes deixada pelo ditador", afirmou aos participantes Sylvia Iriondo, presidente do movimento MAR por Cuba, no ato realizado no mesmo dia em que os restos mortais do ex-líder terem sido depositados no cemitério de Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba.

"O ditador Fidel Castro não foi um herói, foi um criminoso, um assassino que semeou a pátria cubana com o terror", acrescentou a ativista, em uma cerimônia que reuniu centenas de pessoas.

O representante da Assembleia da Resistência Cubana, Orlando Gutiérrez, disse que o ato era para lembrar dos mortos, aprisionados e fuzilados nos últimos 57 anos. Além disso, ele destacou a importância de reforçar os esforços para derrubar a ditadura de Fidel, que segue viva, com apoio da comunidade internacional.

De acordo com Iriondo, os 10 mil nomes incluídos no monumento são casos "comprovados de vítimas do regime castrista". "Mas há milhares e milhares de vítimas que não puderam ser documentadas".

A ativista disse que após a morte do líder da revolução se abre uma "nova era" na qual os exilados não descansarão até conseguirem a liberdade em Cuba.

Um dos presentes na cerimônia, Rafael Usatorres Corbo, um veterano da Brigada 2506, porém, acha difícil que ocorram mudanças no curto prazo, especialmente enquanto Rául Castro, irmão de Fidel, siga no poder. "Ele é mais mau que Fidel", afirmou.

No entanto, Corbo disse ser necessário se unir a "todos os atos contra a tirania e em defesa do levantamento moral do exílio", sugerindo a coordenação de eventos entre a oposição dentro e fora da ilha. "Com 76 anos, estou disposto a manifestar outra vez", afirmou. EFE

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(foto)

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