Vice de Trump diz que ligação de presidente da Taiwan foi apenas "cortesia"

Washington, 4 dez (EFE).- O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou neste domingo que a polêmica ligação feita pela presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, ao presidente eleito Donald Trump foi apenas uma "cortesia".

A conversa de Trump com Tsai, o primeiro contato de alto nível desde que os EUA romperam as relações diplomáticas com Taiwan em 1979, não foi "nada além de aceitar uma ligação de cortesia", disse Pence ao programa "This Week" da emissora "ABC News".

"É difícil compreender porque o presidente Obama pode ligar para um ditador assassino em Cuba no último ano e seja considerado um herói, e que o presidente eleito Donald Trump aceite uma ligação da líder democraticamente eleita de Taiwan e isso vire uma polêmica", afirmou Pence durante a entrevista.

Com esse comentário, o vice-presidente eleito comparou a conversa de Trump e Tsai com os contatos realizados por Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro, como parte do processo de normalização das relações bilaterais entre os dois países.

Perguntado se o governo Trump defenderá a ideia de "uma única China", que marcou a política externa americana desde 1979, Pence respondeu que só se preocupará com isso no dia 20 de janeiro, quando ele e o presidente eleito tiverem assumido seus cargos.

O vice-presidente eleito reiterou, como já fez o próprio Trump, que a presidente de Taiwan ligou para "parabenizá-lo pela vitória, como fizeram líderes de todo o mundo".

A ligação rompeu quase quatro décadas de política externa dos EUA com a China. O contato obrigou a Casa Branca a emitir uma nota para lembrar que o único governo chinês reconhecido por Washington desde 1979 é o de Pequim.

"Seguimos firmemente comprometidos com nossa política de 'uma só China'", afirmou em comunicado o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, na última sexta-feira.

Analistas em política externa sustentam que a ligação poderia alterar as relações entre os dois países, já que a China considera Taiwan como uma província "rebelde" e parte de seu território.

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