AI denuncia torturas e estupros por parte de militares em Fiji

Sydney (Austrália), 5 dez (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta segunda-feira que forças de segurança de Fiji realizaram diversas formas de tortura como maus-tratos físicos, estupros, surras e ataques com cachorros.

No relatório intitulado "Como vencer as forças de segurança de Fiji contra a tortura" detalha os tipos de abusos que são comuns desde o golpe de Estado organizado em 2006 pelo então chefe do Exército Frank Bainimarama, que em 2014 assumiu a chefia de Governo após ganhar as eleições.

"As forças de segurança sabem que estão cometendo torturas e interferem no caminho da (atribuição da) responsabilidade", disse a investigadora da AI no Pacífico, Kate Schuetze.

A ativista lembrou que "Fiji ratificou o Convenção da ONU contra a Tortura e se comprometeu a pôr fim a esta prática cruel, mas isto vai continuar sendo um gesto sem sentido até que não sejam tomadas medidas decisivas", afirmou.

As surras são comumente utilizadas pelas forças de segurança em Fiji, especialmente contra supostos criminosos e foragidos da justiça.

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