Médica militar russa morre em bombardeio a hospital de campanha em Aleppo

Moscou, 5 dez (EFE).- Uma médica militar da Rússia morreu e outros dois profissionais de saúde ficaram gravemente feridos depois que um hospital de campanha russo foi bombardeado na cidade de Aleppo, no norte da Síria, informou o Ministério da Defesa do país do Leste Europeu.

"Como resultado do impacto direto de projéteis na seção de admissão do hospital, uma médica militar russa morreu. Dois profissionais de saúde ficaram feridos com gravidade. Também ficaram feridos civis locais que tinham ido ao centro médico", afirmou o Ministério.

O general Igor Konashenkov, porta-voz militar, indicou que o ataque com artilharia, que aconteceu pouco depois do meio-dia (horário local da Síria), "sem dúvida nenhuma, foi obra da oposição armada".

Konashenkov assegurou que as forças da Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra, ex-braço sírio da Al Qaeda) se encontram concentradas agora na parte sul do leste de Aleppo devido à ofensiva governamental, por isso não foram responsáveis pelo ataque contra o hospital militar russo.

O general russo indicou que as coordenadas do hospital foram fornecidas aos rebeldes por aqueles que armaram "essas animais com aspecto humano" e "os chamaram de oposição" armada síria.

Konashenkov disse que "têm as mãos manchadas de sangue" os "patrocinadores dos terroristas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França e de outros países e organizações que simpatizam com eles".

Os médicos russos começaram hoje a atender os civis nas imediações de Aleppo por ordem do presidente russo, Vladimir Putin, quem também ordenou o envio de especialistas para remover as minas e explosivos instalados na região.

Os Ministérios de Defesa e para Situações de Emergência da Rússia enviaram à Síria hospitais de campanha com capacidade para atender centenas de pessoas diariamente.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou hoje o iminente início de negociações com os EUA para a retirada dos rebeldes do leste de Aleppo, após o que será declarado um cessar-fogo.

Lavrov explicou em entrevista coletiva que o secretário de Estado americano, John Kerry, lhe propôs em seu último encontro em Roma "estabelecer as rotas e os prazos para a saída de todos os combatentes do leste de Aleppo, sem exceção".

O titular de Relações Exteriores adiantou que "assim que forem estabelecidas as rotas e os prazos, entrará em vigor um cessar-fogo e, ao mesmo tempo, procederemos com a retirada desses grupos armados".

A Rússia suspendeu em 18 de outubro os bombardeios de sua aviação contra Aleppo, onde o exército sírio lançou uma ampla ofensiva que lhe permitiu recuperar vários bairros da segunda cidade mais importante do país árabe.

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