Dirigente da Samsung nega ter recebido favores da amiga da presidente da Coreia do Sul

Em Seul

  • Jung Yeon-Je/ Reuters

    O vice-presidente da Samsung Electronics e líder de fato do conglomerado, Lee Jae-yong (esq.), é interrogado na Assembleia Nacional, em Seul

    O vice-presidente da Samsung Electronics e líder de fato do conglomerado, Lee Jae-yong (esq.), é interrogado na Assembleia Nacional, em Seul

O vice-presidente da Samsung Electronics e líder de fato do conglomerado, Lee Jae-yong, negou nesta terça-feira (6) ter doado dinheiro em troca de favores a Choi Soon-sil, a "Rasputina" coreana, amiga da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, no centro de um enorme caso de corrupção.

Lee foi interrogado na Assembleia Nacional (parlamento) de Seul ao lado dos responsáveis de outros sete grandes conglomerados locais sobre seu envolvimento no maior escândalo político das últimas décadas no país que pode custar o cargo da presidente sul-coreana.

"Nunca fornecemos apoio ou doações em troca de algo", afirmou durante o interrogatório, após ser questionado sobre os 20 bilhões de wons (cerca de R$ 58 milhões) que a Samsung forneceu para as fundações Mim-R e K-Sports dirigidas pela Choi.

Choi Soon-sil é acusada de ter extorquido, com a cumplicidade da presidente, dezenas de milhões de dólares das principais empresas do país através das duas fundações para se apropriar de parte dos fundos, segundo os promotores.

Lee foi evasivo no interrogatório e disse que não lembrava ter entregue doações especificamente à Choi Soon-sil, embora tenha admitido estar se sentindo "envergonhado" por estar envolvido no escândalo e admitiu que a Samsung "tem coisas para corrigir", sem dar mais detalhes.

O herdeiro do conglomerado familiar também afirmou que o processo de fusões e aquisições do Grupo Samsung não está relacionado com sua sucessão no poder, antecipada pelo grave estado de saúde de seu pai, Lee Kun-hee, desde que sofreu um infarto em 2014.

Lee admitiu que a empresa pagou o cavalo da amazona profissional Choi Yoo-ra, filha de Choi Soon-sil, avaliado em 1 bilhão de wons (cerca de R$ 2,9 milhões), uma quarta parte dos fundos supostamente fornecidos pela Samsung para financiar a carreira esportiva da jovem.

Na sessão de hoje também foram interrogados outros magnatas sul-coreanos como o presidente do grupo Hyundai Motor, Chung Mong-koo, presidente da Lotte, Shin Dong-bin, e o presidente do Grupo LG, Koo Bon-moo.

Este último, da mesma forma que o Grupo GS, Huh Chang-soo, admitiu que para as empresas não é fácil rejeitar os pedidos para doar fundos, se eles vêm da Casa Azul, o que poderia revelar um envolvimento da presidente neste famoso escândalo.

O "caso Choi Soon-sil" despertou uma forte indignação no país e provocou diversos protestos em massa para pedir a renúncia da presidente Park.

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