Líder do ELS afirma que rebeldes não deixarão Aleppo

Beirute, 6 dez (EFE).- O líder do opositor Exército Livre Sírio (ELS), general Ahmed Berri, rejeitou nesta terça-feira uma retirada dos rebeldes da cidade síria de Aleppo, onde as forças governamentais e seus aliados desenvolvem uma ofensiva.

"É algo que não podemos fazer. Os combatentes não podem deixar Aleppo e seus seguidores até o final", disse o general rebelde em uma conversa telefônica com a Agência Efe.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou ontem o começo hoje, ou o mais tardar na quarta-feira, de negociações com os Estados Unidos para a retirada dos insurgentes do leste de Aleppo, e depois será declarado um cessar-fogo.

O chefe da diplomacia russa advertiu em entrevista coletiva em Moscou que tratará como "terroristas ou extremistas" que não quiserem deixar a metade oriental.

Berri ressaltou que seu grupo, que recebe apoio de Washington, não manteve nenhum contato com a Rússia e nem com os EUA sobre um hipotético retirada dos opositores de Aleppo. "Jamais falamos (sobre o assunto da retirada)", indicou.

Desde 15 de novembro, as forças armadas sírias e seus aliados desenvolvem uma ofensiva no leste da cidade, onde arrebataram dos rebeldes o controle de vários distritos.

Nas últimas horas, houve combates na parte antiga da população, assim como em diversos bairros do leste de Aleppo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A artilharia governamental teve como alvo Al Zabdie, Al Ansari, Al Mashhad e Seif Al Daula.

Durante o dia de ontem, pelo menos 17 pessoas morreram pelos disparos da artilharia do Exército contra várias zonas da metade oriental.

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