Ganeses vão às urnas para eleições presidenciais e parlamentares

(Corrige data).

Acra, 7 dez (EFE).- Milhões de ganeses vão às urnas nesta quarta-feira para votar nas eleições presidenciais e parlamentares que estão sendo realizadas no país.

Várias pessoas já faziam filas no início da manhã para exercer o direito ao voto em uma das mais de 29 mil seções espalhadas por Gana, uma das democracias mais consolidadas da África. Cerca de 15,7 milhões de eleitores foram convocados para o sétimo pleito presidencial e parlamentar ocorrido desde 1992.

No poder desde 2012, o atual presidente, John Dramani Mahama, busca um segundo mandato e tem seis adversários. Líder do Congresso Democrático Nacional (NDC), de centro-esquerda, Dramani tem como principal rival Acalanto Addo Dankwa Akufo-Addo, do Partido Nova Pátria (NPP), de centro-direita.

O NDC e o NPP são os dois principais grupos políticos estabelecidos no país desde 1992, quando Gana deixou o regime militar para adotar um sistema multipartidário. O NDC ganhou quatro das seis últimas eleições, e o NPP as outras duas.

Os candidatos presidenciais tentam obter mais de 50% das 275 cadeiras do parlamento. Caso não consigam, os dois que forem mais votados se enfrentam em um segundo turno que será realizado daqui três semanas.

A votação é observada por missões da Commonwealth, da União Africana, da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e milhares de profissionais do país que estão divididos entre as mais de 29 mil seções eleitorais.

A Comissão Eleitoral (CE) proibiu a venda de bebidas alcóolicas em várias regiões do país e também o uso de motos a 400 metros dos locais de votação, informou a presidente do órgão, Charlotte Osei.

Ontem, Mahama pediu que os eleitores votassem de forma pacífica. "A forma como realizaremos esse pleito mostrará ao mundo que Gana chegou à maioridade. Acredito que este processo fará nosso país mais forte e na força de nossas instituições", afirmou.

O parlamento de Gana aprovou em novembro uma lei que permite expulsar da residência oficial o presidente em fim de mandato caso ele se recuse a deixar o poder após derrota no pleito eleitoral, visando garantir transições futuras pacíficas e efetivas.

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