Potências ocidentais responsabilizam Síria e Rússia por crise em Aleppo

Berlim, 7 dez (EFE).- Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Canadá condenaram nesta quarta-feira em comunicado conjunto o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, e a Rússia por impedirem a entrada de ajuda humanitária em Aleppo, no norte do país, e pelo bombardeio de instalações civis e médicas.

"Condenamos a forma de atuar do regime sírio e seus aliados internacionais, especialmente a Rússia, que impediram o envio de ajuda humanitária, assim como os ataques do regime sírio a instalações civis e médicas, além do uso de bombas de barril e armas químicas", ressalta o texto assinado pelos seis países hoje.

O documento pede também que haja um "acordo imediato" para estabelecer uma trégua que permita que a ONU leve ajuda humanitária às pessoas no leste de Aleppo e possa ajudar os que fugiram.

"A oposição síria aceitou o plano de quatro pontos da ONU para Aleppo. O regime deve ainda aceitar esse plano. Exigimos que o regime faça o necessário para acabar com a horrível situação", indicaram os signatários do comunicado conjunto.

Os seis países exigem que a Rússia exerça sua influência sobre Assad para que aceite o plano das Nações Unidas.

A situação em Aleppo é considerada como uma "catástrofe humanitária" porque mais de 200 mil civis estão sem fornecimento de remédios e alimentos. Além disso, são alvos diários de bombardeios.

"Neles não se excluem sequer hospitais e colégios, mas são escolhidos como alvos com a pretensão de aniquilar as pessoas. As imagens de crianças moribundas partem o coração", ressaltou a nota.

Os signatários denunciaram, além disso, o veto de Moscou a uma resolução no Conselho de Segurança da ONU e a falta da disposição da Rússia e do Irã para trabalhar em uma "solução política".

Por fim, os seis países exigem que os envolvidos na guerra da Síria respeitem a Convenção de Genebra e lembram que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já destacou que estão havendo crimes de guerra na Síria.

"Não deve haver impunidade para os criminosos", destaca o documento, que ameaça com novas sanções pessoas e instituições ligadas ao regime sírio.

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