Senado italiano aprova orçamento para 2017 e espera renúncia de Renzi

Roma, 7 dez (EFE).- O Senado da Itália aprovou nesta quarta-feira, de forma definitiva, o orçamento geral para 2017, um procedimento que abre as portas para que o primeiro-ministro, Matteo Renzi, torne efetiva sua renúncia após seu fracasso no referendo constitucional.

As contas receberam 173 votos a favor, 108 contra e nenhuma abstenção e foram submetidas a uma questão de confiança com o objetivo de abreviar o processo, pois esta impede o debate parlamentar e a imposição de emendas.

Espera-se agora que Renzi apresente sua renúncia ao chefe de Estado, Sergio Mattarella, depois que este lhe pediu na segunda-feira que continuasse no cargo até que as contas para o próximo ano fossem aprovadas de forma definitiva.

Ainda não se sabe a data exata em que Renzi tornará efetiva sua renúncia e os veículos de imprensa indicam que isto poderia ocorrer na tarde de hoje ou na próxima sexta-feira.

O orçamento geral prevê para 2017 uma redução de impostos de 23,5 bilhões de euros, um aumento das pensões mais baixas de entre 30 e 50 euro mensais, 2 bilhões a mais em saúde e um maior financiamento para as pequenas e médias empresas.

Tudo isso em um cenário no qual se prevê um déficit público de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), apesar dos pedidos de Bruxelas para reduzi-lo, e um crescimento econômico estimado de 1%, um décimo mais otimista que as previsões da União Europeia (UE).

A aprovação das contas dá início a uma jornada intensa na política italiana, pois, após a sessão no Senado, foi convocada uma reunião da direção do Partido Democrata (centro-esquerda) de Renzi para avaliar a situação.

Esta será a primeira ocasião na qual Renzi falará publicamente após anunciar sua renúncia na madrugada da segunda-feira, depois do referendo, e os analistas consideram que ele está esperando para se encontrar com seus correligionários, alguns muito críticos, para depois tornar efetiva sua renúncia.

Uma vez que Mattarella aceite a renúncia do primeiro-ministro, terá início uma rodada de consultas para tentar designar um novo governo de transição com o objetivo principal de impulsionar uma lei eleitoral com base na qual será possível convocar eleições gerais.

Enquanto isso, os diferentes partidos políticos desenham suas estratégias para esta nova etapa, divididos entre os que preferem aprovar uma nova lei eleitoral para depois realizar eleições, e os que reivindicam um pleito o mais rápido possível com a lei atual. EFE

gsm/rpr

(foto) (vídeo)

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