Presidente da Itália inicia consultas para buscar novo governo

Roma, 8 dez (EFE).- O presidente da República da Itália, Sergio Mattarella, iniciou nesta quinta-feira uma rodada de consultas para tentar formar um novo governo, depois que o primeiro-ministro Matteo Renzi apresentou sua renúncia ao perder o referendo de domingo.

As consultas ocorrem no palácio romano do Quirinale, sede da Chefia do Estado, e começaram oficialmente às 18h local (15h, em Brasília), quando chegou ao lugar o primeiro dos convocados, o presidente do Senado, Pietro Grasso (Partido Democrata, centro-esquerda).

Nesta primeira jornada não participarão os partidos políticos, que serão recebidos sexta-feira e sábado, mas sim os representantes das duas câmaras parlamentares: Grasso, a presidente da câmara dos Deputados, Laura Boldrini, além do ex-presidente e senador vitalício Giorgio Napolitano.

Está previsto que as reuniões de hoje termine em torno das 19h30 local (16h30, em Brasília), depois que o presidente receber cada um dos convocados durante meia hora.

Mattarella tenta buscar uma solução à crise do governo de Itália, surgida por causa da renúncia de Renzi após fracassar no referendo sobre sua reforma constitucional, que no entanto continua interino até que haja um sucessor.

Nos próximos dois dias passarão pelo Quirinale representantes de um total de 25 partidos políticos com representação parlamentar.

Entre eles destacam-se o Partido Democrata, a conservadora "Forza Itália", o Movimento Cinco Estrelas (M5S), o novo Centro-direita e a xenófoba Liga Norte.

O calendário oficial das consultas estipula que estas terão fim no próximo sábado e Mattarella poderia encarregar a alguém a formação de um governo já durante a jornada da segunda-feira pois, segundo os veículos de imprensa, poderia dedicar no domingo a refletir.

De acordo com as mesmas fontes, o chefe do Estado poderia propor a criação de um governo que aglutine o maior número de forças políticas, se não forem todas, ou diretamente designar um candidato que seja apoiado por uma maioria parlamentar.

O principal objetivo do novo governo será reformar a lei eleitoral, pois atualmente regem na Itália dois sistemas diferentes para conformar a câmara dos Deputados e o Senado e, no caso da que afeta a câmara Alta, foi declarada em parte inconstitucional.

Por essa razão, os analistas apontam que Mattarella exclui a possibilidade de convocar eleições imediatamente e com o atual sistema, como reivindicam formações como o M5S.

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