Trump confirma cético da mudança climática no comando de agência ambiental

Washington, 8 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira que escolheu o procurador-geral de Oklahoma, Scott Pruitt, um cético da mudança climática, para comandar a Agência de Proteção Ambiental (EPA).

A indicação de Pruitt, que foi, além disso, um dos principais críticos do trabalho da EPA sob a gestão do atual presidente do país, Barack Obama, já tinha sido antecipada ontem por membros da equipe de transição de Trump à imprensa local.

"Durante tempo demais, a Agência de Proteção Ambiental gastou os dólares dos contribuintes em uma agenda antienergia e fora de controle que destruiu milhões de postos de trabalho", afirmou Trump no comunicado no qual confirmou a intenção de nomear Pruitt.

"Minha administração acredita firmemente na proteção do meio ambiente, e Scott Pruitt será um poderoso defensor dessa missão enquanto promove empregos, segurança e oportunidades", prometeu o presidente eleito na nota que anunciou a escolha.

No mesmo comunicado, Pruitt, que ainda precisa ter a nomeação confirmada pelo Senado, afirmou que o povo norte-americano está cansado das "regulações desnecessárias" da EPA estabelecidas durante o mandato de Obama. O procurador-geral de Oklahoma acusou o órgão de exceder os limites da Constituição na hora de estabelecer limites e é considerado como muito próximo das empresas de petróleo.

Organizações ambientalistas, como o Sierra Club, alertaram que colocar Pruitt à frente da EPA é como colocar um "piromaníaco para combater incêndios".

O atual procurador-geral de Oklahoma se reuniu ontem com o presidente eleito na Trump Tower de Nova York, onde o empresário vive e estabeleceu o quartel-general para a equipe de transição.

Trump negou durante meses a realidade da mudança climática e chegou a dizer nas redes sociais que se trata de um "engano dos chineses". Na campanha eleitoral, o presidente eleito também se mostrou partidário do "cancelamento" do acordo assinado na Cúpula de Paris em 2015, assinados por mais de 170 países.

Além disso, disse que retiraria todos os fundos dos EUA para a ONU que tenham a ver com a mudança climática.

Nesta semana, Trump se reuniu com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, um líderes do país na questão da mudança climática, e também com o ator Leonardo DiCaprio, muito comprometido com a luta contra o aquecimento global.

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