Coalizão governante do Uruguai se opõe à exclusão da Venezuela do Mercosul

Montevidéu, 9 dez (EFE).- A coalizão de partidos que governa o Uruguai, a Frente Ampla (FA), manifestou nesta sexta-feira sua oposição à exclusão da Venezuela do Mercosul alegando que essa ação faz parte de uma "ofensiva liderada pela direita" na região.

Por meio de um comunicado, a FA denunciou que a decisão tomada pelo Mercosul quanto à suspensão da Venezuela como país membro do bloco está "a serviço de interesses imperialistas".

O governo uruguaio considerou que a "ofensiva" liderada por certos membros do bloco está direcionada a "afetar os mecanismos de integração regional construídos nos últimos 15 anos na América Latina e no Caribe", levados adiante "sem exclusão de países por diferenças políticas ou ideológicas".

"O objetivo político de excluir a Venezuela do Mercosul é parte de uma ofensiva dirigida a golpear o governo da Venezuela e a debilitar a integração regional, não só no nível do Mercosul, mas muito provavelmente em outras instâncias de integração como Unasul e Celac", detalha o comunicado.

Além disso, o FA respaldou a atitude do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, de responder afirmativamente à reunião que lhe solicitou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a vontade do governo do país de promover o diálogo entre as partes no marco de mecanismos de superação, tais como o Protocolo de Olivos.

"Resistir a essas tentativas de afetar a integração regional é imperativo para os que consideramos que a integração regional e sua ampliação é a melhor alternativa para conseguir a inserção em um mundo globalizado", acrescenta o comunicado.

No último dia 2 de dezembro, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai comunicaram à Venezuela que esta parava de exercer seus "direitos inerentes" como Estado parte do bloco regional, após ter descumprido, segundo eles, as obrigações assumidas no Protocolo de Adesão.

Por sua vez, segundo informou hoje o jornal uruguaio "El Observador", no dia 15 de dezembro será realizado em Montevidéu a pedido da Venezuela uma reunião para pôr em funcionamento o Protocolo de Olivos, mecanismo previsto para resolver as controvérsias dentro do Mercosul.

Por sua parte, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, criticou hoje sua homóloga da Argentina, Susana Malcorra, por seus planos de assumir a presidência rotativa do Mercosul no próximo dia 1º de janeiro sem uma cúpula entre os chefes de Estado dos países-membros.

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