Parlamento votará moção para decidir destino da presidente sul-coreana

Seul, 9 dez (EFE).- A Assembleia Nacional (parlamento) da Coreia do Sul submeterá nesta sexta-feira a votação uma moção para destituição da presidente Park Geun-hye, enfraquecida politicamente devido ao escândalo da "Rasputina coreana".

A votação vai acontecer no início da sessão plenária, por volta das 15h (hora local), e levará pelo menos 40 minutos segundo estimativas, já que se permitido que os deputados realizem breves discursos.

Os três partidos da oposição e independentes, que estão a favor do "impeachment" e somam 172 deputados, realizam hoje os últimos esforços para buscar aliados no partido conservador Saenuri da presidente Park, que acumula 128.

Avançar com o processo de destituição requer o voto a favor de dois terços dos 300 cadeiras da câmara, o que implica que pelo menos 28 deputados do partido governante votem contra Park.

A votação, que será realizada de forma anônima, deve ser equilibrada, embora as previsões apontam para a vitória do "sim", já que o setor mais crítico dos conservadores afirmou que pelo menos 40 de seus deputados têm intenção de apoiar a destituição.

Os deputados da oposição ameaçaram apresentar sua renúncia em massa se o processo não for para a frente.

Se o parlamento aprovar a moção, a presidente estaria imediatamente privada de todos seus poderes à frente do Estado, desde o controle do Exército até o direito a veto ou decisões de política externa, em benefício do primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn.

No entanto, para fazer efetuar a destituição, mesmo com os votos de seis dos nove juízes do Tribunal Constitucional, seria um processo que levaria 180 dias, no máximo, mas que especialistas afirmam que pode ser concluído em cerca de dois meses.

O processo contra a chefe de Estado acontece por causa do caso Choi Soon-sil, o maior escândalo de corrupção dos últimos anos no país.

A presidente foi apontada como cúmplice de Choi Soon-sil, sua amiga íntima acusada, entre outras coisas, de ter interferir em assuntos de Estado sem possuir cargo público, além de ter pressionado empresas para obter numerosas somas de dinheiro que ela teria se apropriado parcialmente.

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