Gentiloni conclui primeiras consultas para formar novo governo na Itália

Roma, 11 dez (EFE).- Paolo Gentiloni, que substituirá Matteo Renzi como primeiro-ministro da Itália, concluiu neste domingo a primeira jornada de consultas para formar um novo governo que ponha fim à crise política do país.

O até agora ministro das Relações Exteriores recebeu hoje do presidente da República italiana, Sergio Mattarella, a incumbência de formar um governo, após a renúncia de Renzi pelo fracasso que obteve no referendo de 4 de dezembro sobre a reforma constitucional.

Nesta primeira jornada, Gentiloni conversou com representantes dos partidos Democrazia Solidale-Centro Democratico, Scelta Civica e Sinistra Italiana.

Antes de iniciar estes contatos, Gentiloni se reuniu no Ministério das Relações Exteriores com os ministros de Economia, Pier Carlo Padoan, de Políticas Agrícolas, Maurizio Martina, e de Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, segundo veículos de comunicação locais.

Amanhã será a vez do Partido Democrata (PD), atualmente no governo; da coalizão conservadora Area Popolare; do Forza Itália, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, e do ultraconservador Fratelli d'Itália, de Giorgia Meloni.

Também estão convocados para amanhã o Movimento Cinco Estrelas e a xenofóbica Liga Norte, que mostraram sua rejeição à formação deste Executivo, o quarto não eleito nas urnas nos últimos cinco anos na Itália, e pediram eleições com a maior rapidez possível.

Ambas legendas não participarão das consultas, segundo os veículos de comunicação italianos.

Gentiloni deverá elaborar nas próximas horas um projeto de governo que posteriormente apresentará ao presidente da República italiana antes de jurar seu cargo como primeiro-ministro.

Os analistas assinalam que entre os ministros que estarão junto a Gentiloni nesta nova etapa se encontram os de Economia, Pier Carlo Padoan, e de Infraestruturas e Transportes, Graziano Delrio.

Gentiloni, jornalista e político, considerado um dos homens mais próximos a Renzi, tomará o bastão à frente da chefia do governo para tentar solucionar a situação de incerteza da Itália.

Entre as questões que o novo Executivo deverá tramitar se encontram a de impulsionar uma lei eleitoral que permita realizar pleitos no país, auxiliar os afetados pelos terremotos que castigaram a Itália este ano e organizar eventos internacionais como a cúpula do G7 de maio na cidade siciliana de Taormina.

Também deverá abordar a delicada situação do banco toscano Monte dei Paschi di Siena, que se encontra em processo de recapitalização para o qual necessita captar 5 bilhões de euros por investimento privado antes do final de mês, soma que está, por enquanto , longe de arrecadar.

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