Hong Kong inicia processo para eleição do chefe do governo

Hong Kong, 11 dez (EFE).- Hong Kong iniciou neste domingo o processo eleitoral para a seleção do comitê que elegerá o novo candidato à chefia do governo da ilha, do qual só participa 6% do eleitorado, o que suscitou críticas sobre o caráter antidemocrático da convocação.

Apenas 230.000 dos mais de sete milhões de habitantes de Hong Kong puderam comparecer hoje às urnas para votar no exclusivo painel de 1.200 membros que no próximo mês de março elegerá o chefe do governo de Hong Kong.

Este exclusivo 6% de eleitorado faz parte de uma elite de representantes de diferentes setores profissionais da cidade, em sua maioria ligados ao regime chinês, encarregados de escolher outro grupo ainda mais seleto que decidirá que candidatos concorrerão à chefia de governo.

Apesar de serem votações tachadas de antidemocráticas, a ampla taxa de participação registrada durante o dia de hoje, o dobro de cinco anos atrás, poderia traduzir-se em um aumento do número de representantes democráticos que poderiam ocupar o comitê.

Trata-se do primeiro processo eleitoral, cujos resultados serão divulgados na segunda-feira, após os históricos protestos pró-democracia de Hong Kong de 2014, conhecidos como a "revolução dos guarda-chuvas", que pretendiam abolir este comitê para que os cidadãos pudessem escolher diretamente seus candidatos e seu dirigente.

Apesar das manifestações não terem conseguido mudar a opinião do governo chinês, se transformaram em viveiro de novos movimentos democráticos e independentistas que acabaram formando novos partidos políticos de personalidade liberal e anti-China.

As eleições chegam em um momento tenso para a antiga colônia britânica, quando as correntes democráticas acusam a China mais do que nunca de intrometer-se nos assuntos de Hong Kong.

Há uma semana o governo de Hong Kong pediu a um tribunal local a desqualificação de vários parlamentares liberais eleitos democraticamente nas urnas, enquanto a China censurava a posse de dois legisladores independentistas no mês passado.

Na sexta-feira, o atual presidente de Hong Kong anunciou que não se apresentará à reeleição no próximo mês do março, o que causou surpresa entre seus partidários e opositores, que lhe acusam de pôr os interesses da China acima dos da ilha.

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