Social-democratas vencem eleições romenas com 45% dos votos, segundo pesquisa

Bucareste, 11 dez (EFE).- O Partido Social Democrata (PSD) alcançou uma ampla vitória nas eleições legislativas realizadas neste domingo na Romênia, com 45% dos votos, segundo uma primeira pesquisa de boca de urna.

O Partido Nacional Liberal (PNL), que sustentou no poder durante o último ano junto com outras formações de centro-direita um governo tecnocrata dirigido pelo ex-comissário europeu Dacian Ciolos, teria conseguido 21% dos votos, de acordo com essa pesquisa da emissora de televisão "Antena3".

Os social-democratas parecem, assim, não terem sido afetados nem pelos vários casos de corrupção que atingiram seu partido nem pela renúncia do ex-primeiro-ministro social-democrata, Victor Punta, em novembro de 2015 pelos protestos após o incêndio em uma boate de Bucareste que causou 64 mortes.

A União Salve a Romênia (USR), formada há seis meses e que atraiu muitos descontentes com uma mensagem contra a corrupção e o nepotismo, teria alcançado cerca de 8% dos apoios, abaixo do que indicavam as pesquisas prévias às eleições.

Durante a campanha, a USR apoiou Ciolos como futuro primeiro-ministro.

Já a União Democrática dos Húngaros da Romênia (UDMR), a legenda da minoria húngara, teria conseguido 6% dos votos.

Dois partidos de centro-direita, a Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), do ex-primeiro-ministro e atual presidente do Senado, Calin Popescu-Tariceanu, e o Partido Movimento Popular (PMP), teriam superado por pouco o patamar de 5% dos votos que lhes garante representação parlamentar.

A participação popular nestes pleitos teria sido muito baixa, de 39%, segundo as primeiras projeções.

Cerca de 18,8 milhões de eleitores estavam convocados às urnas para escolher 466 deputados e senadores mediante um sistema de votação proporcional no qual os primeiros resultados parciais serão apresentados na manhã de segunda-feira.

O PSD conta com o apoio do voto rural e o de pessoas de mais idade e durante a campanha prometeu aumentos nos salários públicos e pensões, mais despesa social e reduções de impostos.

A centro-direita do PNL tem respaldo nas cidades e entre eleitores mais jovens e prometeu manter a disciplina fiscal e promover a transparência na gestão de governo.

O líder social-democrata, Liviu Dragnea, não poderá ser designado primeiro-ministro por ter sido condenado por fraude eleitoral.

O PSD disse que não revelaria o nome de seu candidato a primeiro-ministro até a inauguração da nova legislatura no próximo dia 19 de dezembro, embora sejam cogitados para o cargo os nomes dos ex-ministros Eugen Teodorovici e Rovana Plumb.

A Romênia, membro da União Europeia desde 2007, deve crescer 5,1% este ano, mas continua sendo o segundo país com receita mais baixa do bloco e mais de um terço de sua população está em risco de cair na pobreza.

O salário médio na Romênia é de 460 euros e em parte da população existe certo desgosto político pelo baixo nível de vida e a corrupção, o que teria situado a abstenção hoje em torno de 60%.

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