Trump tacha de "ridícula" a conclusão de que Rússia auxiliou em sua vitória

  • Hiroko Masuike/The New York Times

    Donald Trump após entrevista com jornalistas e executivos do "New York Times"

    Donald Trump após entrevista com jornalistas e executivos do "New York Times"

Washington, 11 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tachou neste domingo de "ridícula" a conclusão da CIA de que a Rússia efetuou ataques cibernéticos com o objetivo expresso de ajudá-lo a ganhar as eleições de novembro, e opinou que esta é uma mentira impulsionada "pelos democratas" que se recusam a aceitar sua derrota nas urnas.

"Acho que é ridículo. Não acredito, não acredito em absoluto", disse Trump em entrevista transmitida hoje pela emissora de televisão "Fox News".

"Acredito que os democratas estão impulsionando isto porque sofreram uma das maiores derrotas na história dos Estados Unidos", acrescentou o presidente eleito, que ganhou da candidata democrata Hillary Clinton por uma ampla margem no colégio eleitoral (306 votos frente a 232), mas não conseguiu vencer na votação popular.

Trump reagiu assim à informação publicada neste final de semana pelo jornal "The Washington Post", que indicava que a CIA tinha chegado à conclusão que a Rússia interferiu no processo eleitoral americano com o objetivo expresso de ajudar o candidato republicano.

"Se você lê essa notícia, há uma grande confusão, ninguém sabe realmente (o que aconteceu). Poderia ser a Rússia, poderia ser a China, poderia ser alguém sentado em uma cama em algum lugar", destacou Trump.

O presidente eleito se situa assim em contradição direta com a comunidade de inteligência que liderará a partir de sua chegada ao poder em janeiro, dado que essas agências concluíram no último mês de outubro que foi a Rússia quem lançou os ataques cibernéticos contra o Partido Democrata.

Perguntado a respeito, Trump disse que quando chegar ao poder haverá "gente diferente" à frente dessas agências de inteligência e garantiu que tem "um grande respeito" pelos que já trabalham ali.

Sobre a decisão do presidente Barack Obama de ordenar uma revisão exaustiva sobre os ciberataques contra o processo eleitoral americano, Trump disse que é "uma boa ideia", mas "não deveria concentrar-se só na Rússia, mas também em outros países e em indivíduos".
 

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