Maduro diz que combinou com Vázquez via para solucionar conflito no Mercosul

Caracas, 12 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que conversou nesta segunda-feira por videoconferência com seu homólogo do Uruguai, Tabaré Vázquez, e que ambos estiveram de acordo em criar uma via para "canalizar o conflito" surgido no Mercosul após a suspensão de seu país do bloco.

"Nós nos pusemos de acordo em uma rota para canalizar a solução ao conflito que surgiu, resolvê-lo (...) através da ativação do Protocolo de Olivos", acrescentou Maduro.

O presidente fez esse anúncio em uma rede obrigatória de rádio e televisão no palácio presidencial de Miraflores.

Maduro qualificou a conversa com Vázquez de "muito boa" e "muito positiva", e afirmou que "já está ativado" o Protocolo de Olivos para a resolução de controvérsias no Mercosul.

"Agora esperemos que em seu desenvolvimento em suas distintas fases, como conversei com o presidente Tabaré, haja resultados positivos", destacou.

O presidente ressaltou que a Venezuela "é Mercosul, no econômico, no social" e declarou que, "além dos conflitos e diferenças que possam surgir," têm "que perseverar no caminho do sul, da união do sul, da união econômica, da união cultural, da união política, da união integral do sul".

No último dia 2 de dezembro, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - os quatro fundadores - comunicaram à Venezuela que esta parava de exercer seus "direitos inerentes" como Estado parte do bloco regional, após ter descumprido, segundo eles, as obrigações assumidas no Protocolo de Adesão.

A chancelaria venezuelana rejeitou essa decisão e, após considerá-la "ilegal", afirmou que seguirá exercendo a presidência temporária do bloco, assegurando que seu país incorporou 1.479 normas do Mercosul à legislação legal interna, o que equivale a 95% da legislação que os Estados devem cumprir para sua adesão.

A coalizão de partidos que governa no Uruguai, a Frente Ampla (FA), manifestou na sexta-feira passada sua oposição à exclusão da Venezuela do Mercosul, alegando que essa ação faz parte de uma "ofensiva liderada pela direita" na região.

Através de um comunicado, o FA denunciou que a decisão tomada pelo Mercosul quanto à suspensão da Venezuela como país membro do bloco está "a serviço de interesses imperialistas".

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