Trump insiste em negar ciberataque russo e senadores pedem investigação

Washington, 12 dez (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, continuou rejeitando nesta segunda-feira as informações de um ataque cibernético russo durante as eleições de novembro para favorecê-lo, enquanto influentes senadores ressaltaram a necessidade de uma investigação bipartidária e profunda do assunto.

"A menos que você pegue os hackers no ato, é muito difícil determinar quem estava fazendo isso. Por que não se abordou este assunto durante as eleições?", questionou Trump em sua conta no Twitter, sua rede social favorita para enviar mensagens.

Além disso, o magnata afirmou que, "se os resultados eleitorais tivessem sido os opostos e tivéssemos tentado jogar essa carta russa", então "chamariam isso de teoria da conspiração".

Durante todo o final de semana, Trump minimizou a importância do relatório da CIA que foi revelado nesta sexta-feira no jornal "The Washington Post".

A matéria do jornal assinalava que essa e outras agências de inteligência americanas tinham concluído que os ciberataques da Rússia não buscavam simplesmente desestabilizar o processo eleitoral dos EUA, mas ajudar especificamente o candidato republicano.

O presidente eleito resistiu até agora a atribuir à Rússia os ciberataques que, entre outras coisas, geraram o roubo e a publicação de 20.000 e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC) e outras muitas mensagens da campanha de sua rival na corrida presidencial, Hillary Clinton.

Por sua vez, influentes senadores pediram a abertura de uma investigação bipartidária sobre o que consideram uma "grave ameaça" à segurança nacional.

O senador republicano John McCain e o líder da minoria democrata no Senado, Charles Schumer, emitiram um comunicado conjunto no qual advertem que "as recentes informações alarmam a todos os americanos".

Já o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se mostrou hoje a favor da investigação bipartidária, mas rejeitou a ideia de que esta fosse realizada por um comitê especial.

"É um assunto importante e queremos revisá-lo de um ponto de vista bipartidário (...) Não somos amigos dos russos", destacou McConnell.

Além disso, o atual presidente americano, Barack Obama, pediu também que, antes de deixar o poder em 20 de janeiro, as agências de inteligência lhe entreguem uma revisão exaustiva sobre os ciberataques contra o processo eleitoral americano.

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