UE e Cuba assinam acordo bilateral e põem fim à "posição comum"

Bruxelas, 12 dez (EFE).- União Europeia (UE) e Cuba assinaram nesta segunda-feira seu primeiro acordo bilateral, de diálogo político e cooperação, com o qual o bloco comunitário põe fim à "posição comum" que impunha uma relação unilateral e restritiva com a ilha desde 1996.

"Hoje reconhecemos que há mudança em Cuba e queremos acompanhar esta mudança, levar a relação para um novo nível", indicou a alta representante da UE para as Relações Exteriores, Federica Mogherini, na cerimônia de assinatura do documento, que também contou com participação do chanceler cubano, Bruno Rodríguez, e representantes dos 28 países do bloco comunitário europeu.

O acordo "seguramente contribuirá para desenvolver os vínculos políticos, sociais, financeiros, acadêmicos, esportivos e de cooperação", disse Rodríguez, para quem o pacto fará uma "modesta contribuição para o equilíbrio, o entendimento, a justiça e a paz nesta época conturbada de crescentes perigos para a espécie humana".

Com a assinatura deste acordo, UE e Cuba abrem uma nova etapa de relações e deixam para trás a política que, de maneira unilateral, os países-membros do bloco aplicavam em relação ao país caribenho e que era vista por Havana como um obstáculo para a normalização dos contatos.

Mogherini, que antes de assinar o tratado voltou a oferecer suas condolências pela morte do líder cubano Fidel Castro, uma "figura histórica", ressaltou que este acordo estabelece "a primeira relação contratual entre a UE e seus Estados e Cuba".

"Viramos a página e hoje começamos a escrever juntos um novo capítulo", indicou a alta representante da UE, que também comentou que o Conselho da UE "decidiu revogar a 'posição comum' de 1996 com efeito a partir da assinatura".

Mogherini afirmou que o acordo ajudará as partes a "aproveitarem plenamente o potencial de diálogo e cooperação" e que é "o instrumento pelo qual a UE pode apoiar melhor a modernização social e econômica de Cuba".

Além disso, a alta representante da UE comentou que o pacto ajudará a "fortalecer a democracia e o respeito aos direitos humanos" e oferecerá uma "plataforma comum para o investimento bilateral e cooperar mais estreitamente em desafios globais como a migração, a luta contra o terrorismo e a mudança climática".

Rodríguez evidenciou que, "com boa vontade e reciprocidade, é possível avançar sobre as diferenças".

"Estamos abertos à construção de uma nova etapa nas relações sobre as bases do respeito e da reciprocidade", destacou o chanceler cubano, que também reconheceu "o impulso das companhias europeias" que acompanharam Cuba "nos momentos mais difíceis".

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