Duterte não seria presidente das Filipinas se pudesse voltar no tempo

Manila, 13 dez (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse que se pudesse voltar no tempo, não pensaria em ocupar seu atual cargo porque é esgotador e paga mal, de acordo com informações divulgadas pela imprensa nesta terça-feira.

"Não sei se vou sobreviver nos próximos seis anos", comentou Duterte em um ato de entrega de prêmios realizado ontem à noite no palácio presidencial de Malacañang, em Manila, segundo o jornal "Philippines Star".

"Estou preparado para deixar o posto (...) não faz minha cabeça nem o poder e nem a presidência", acrescentou o líder, que considerou pouco os 130 mil pesos (US$ 2,6 mil) mensais que recebe.

Duterte confessou, no entanto, que quer cumprir com as promessas que fez aos filipinos durante a campanha que o levou à vitória nas eleições presidenciais de 9 de maio de 2016.

Entre outras coisas, prometeu limpar o país de drogas em seis meses, atendimento médico para os pobres, empréstimos para os pobres e para as pequenas e médias empresas, uma lei de liberdade de informação, uma convenção constitucional, melhorar o transporte por ferrovia e uma substancial alta salarial para professores e policiais.

Concretamente, aos policiais, que atualmente ganham US$ 315 mensais, quer pagar entre US$ 1,6 mil e US$ 2,1 mil por mês.

Duterte completará no final de dezembro seus primeiros seis meses no cargo com um grande apoio entre a população filipina, segundo as pesquisas.

As maiores críticas que recebeu desde que em 30 de junho iniciou seu mandato provêm de sua campanha contra as drogas e das 5,9 mil mortes que causou, a maioria em execuções extrajudiciais.

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