Deputados franceses prolongam estado de emergência até julho

Paris, 14 dez (EFE).- Os deputados da França decidiram nesta quarta-feira prolongar, até o dia 15 de julho do próximo ano, o estado de emergência, decretado após os atentados jihadistas ocorridos em novembro do ano passado, para manter este dispositivo pela ameaça terrorista durante as eleições presidenciais e as legislativas do próximo ano.

Um total de 288 deputados votaram a favor (os socialistas e a maior parte da oposição conservadora) deste quinto prolongamento seguido do estado de emergência, enquanto 32 se pronunciaram contra (ecologistas, radicais de esquerda e alguns membros dos Republicanos) e cinco se abstiveram.

Amanhã serão os senadores que analisarão a proposta do governo para seguir com este regime que de outra forma terá que ser interrompido de forma automática no próximo dia 22.

O novo ministro do Interior, Bruno Le Roux, justificou com o argumento que França está submetida a "um risco terrorista de um nível extremamente elevado" e que desde a última vez que foi prorrogado, em julho, após o massacre de Nice, foram evitados pelo menos 13 atentados, em que seus preparativos estavam envolvidos "trinta indivíduos".

Se for aprovado, a França ficará 20 meses consecutivos sob este regime, que permite o Executivo adotar algumas medidas sem o aval dos juízes, concretamente registros domiciliários ou restrições de movimentos para pessoas suspeitas (por exemplo com a obrigação de contratar em delegacia regularmente ou a impossibilidade de sair de um lugar particular).

Além disso, autoriza a suspensão de atividades, o fechamento de salas ou espaços, a proibição de circulação de veículos ou pessoas por certos lugares, entre outras coisas.

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