ONG afirma que 144 jornalistas morreram em 2016, pior ano na última década

Genebra, 14 dez (EFE).- Pelo menos 144 jornalistas e trabalhadores de veículos de comunicação morreram neste ano em 31 países durante o exercício de sua profissão, o que representa o pior número nos últimos dez anos, segundo o balanço anual publicado nesta quarta-feira pela Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla inglês).

De acordo com esta organização não governamental, que defende a liberdade de imprensa, no ano passado morreram 135 comunicadores, 138 em 2014, 129 em 2013, 141 em 2012, 107 em 2011, 110 em 2010, 122 em 2009, 91 em 2008, 115 em 2007 e 96 em 2006.

A PEC incluiu na apuração os 20 jornalistas brasileiros que morreram na queda na Colômbia do avião que levava a delegação da Chapecoense, uma vez que contabiliza tanto os jornalistas intencionalmente assassinados no exercício de sua profissão como os mortos por acidente.

"2016 foi um ano muito difícil para a segurança dos jornalistas. O preço a pagar pela informação continua sendo muito alto, com 2,8 jornalistas assassinados a cada semana em média", declarou o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, em comunicado.

Entre 2007 e 2016 um total de 1.232 trabalhadores dos veículos de comunicação foram assassinados, de acordo com a mesma fonte.

Sem os 20 jornalistas brasileiros mortos na recente tragédia aérea, Iraque e Síria lideram a lista dos países mais perigosos para a profissão, o primeiro com 16 vítimas e o segundo com 14.

Os dois são seguidos por Afeganistão e México, ambos com 12 vítimas, o Iêmen com nove mortos e a Guatemala com sete assassinatos.

A Índia e o Paquistão registram cada um seis vítimas, a Turquia, cinco, e o Brasil aparece com quatro, que o leva à 10ª colocação do triste ranking.

Três vítimas foram registradas na Líbia, três na Rússia e três na Somália; além de duas em Finlândia, Quênia, Filipinas, El Salvador, Sudão do Sul e Ucrânia.

Argélia, Bangladesh, Burkina Fasso, República Democrática do Congo, Guiné, Honduras, Jordânia, Mianmar, Peru, Sérvia, Venezuela e Estados Unidos contabilizam cada um uma vítima mortal.

Dois terços das vítimas foram contabilizados em países que estão em guerra. Por regiões e independentemente do acidente aéreo na Colômbia, o Oriente Médio e o Norte da África foram as regiões de maior risco, com um total de 44 mortos este ano.

América Latina e Ásia compartilham o segundo lugar com 28 mortos em cada região. A Europa, com 13 jornalistas falecidos este ano, se situa na frente da África Subsaariana (10 mortos) e da América do Norte (um comunicador morto).

De um ano para o outro, a situação piorou na Guatemala e no Afeganistão, segundo a PEC.

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