Opositores acusam Irã de impedir evacuação em Aleppo

Beirute, 14 dez (EFE).- Fontes opositoras sírias acusaram nesta quarta-feira o Irã de impedir a aplicação do acordo para a saída dos rebeldes do leste de Aleppo, que foi anunciado ontem pela Rússia e pelos insurgentes.

"Os iranianos rejeitaram o acordo que a Rússia conseguiu e agora estão nos atacando", denunciou o presidente do escritório político do grupo insurgente União Fastaqim, Zakaria Malahifji, em declarações por telefone à Agência Efe.

Ele deu por encerrado o acordo e descartou que a saída dos combatentes rebeldes, suas famílias e dos civis que queiram ir embora da parte leste da cidade possa acontecer.

Por sua vez, o coordenador das facções rebeldes de Aleppo, Abdelmoneim Zeinedin, disse à Efe que o Irã não quer aplicar o pacto a menos que sejam incluídas algumas cláusulas especiais referentes aos "interesses xiitas em relação a Foua e Kafarya", dois povoados de maioria xiita cercados por grupos islâmicos e insurgentes.

A informação foi confirmada pelo porta-voz do opositor Conselho da Província de Aleppo Livre, Abu Zaer al Halabi, cujo organização se encarrega da administração das zonas dominadas pelos rebeldes. Segundo ele, "as milícias iranianas querem tirar os feridos e doentes de Foua e Kafarya".

O embaixador russo na Organização das Nações Unidas (ONU), Vitaly Churkin, anunciou ontem um pacto para a saída dos combatentes opositores de Aleppo, onde o Exército sírio suspendeu suas operações. Estava previsto que a evacuação começasse às 5h (horário local, 1h em Brasília) de hoje.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, são as autoridades sírias que estão atrasando a aplicação do acordo em protesto ao fato de o governo russo ter pactuado a evacuação com o governo turco sem consultá-lo.

Há quase um mês, o Exército sírio desenvolve uma ofensiva em Aleppo para tomar o controle de zona leste, que antes estava completamente dominada pelos rebeldes. Anteontem, as forças armadas sírias anunciaram que tinham em seu poder 98% do leste de Aleppo, enquanto o Observatório assinalou que os opositores estão encurralados em uma área de não mais do que três quilômetros quadrados da metade oriental.

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