Queda de projéteis de rebeldes em Aleppo deixa seis mortos e 30 feridos

Beirute, 14 dez (EFE).- Pelo menos seis pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas nesta quarta-feira pelo impacto de dezenas de projéteis lançados por facções rebeldes e islâmicas contra zonas sob controle das autoridades na cidade síria de Aleppo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG precisou que os projéteis caíram em áreas dominadas pelos soldados governamentais nos distritos de Bustan al Qasr, Al Mokambo, Al Hamdaniya, Al Azamiya e a rua Nilo, no oeste de Aleppo.

Por enquanto, os meios de comunicação oficiais sírios não confirmaram estas informações.

Enquanto isso, os combates entre as forças leais ao presidente Bashar al-Assad e os insurgentes prosseguem nas zonas de contato entre os bairros em poder dos opositores e os que estão em mãos das autoridades, disse o Observatório.

A ONG acrescentou que ocorreram bombardeios de aviões não-identificados contra os distritos controlados pelos rebeldes, que deixaram um número indeterminado de feridos.

As hostilidades retomaram hoje na cidade depois que foi suspensa a evacuação dos combatentes opositores e dos civis que permanecem em alguns bairros assediados pelo Exército no leste de Aleppo, após um acordo anunciado ontem pela Rússia.

O embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, revelou na terça-feira que o Exército sírio tinha detido suas operações em Aleppo e que tinha alcançado um pacto para a saída dos insurgentes.

Estava previsto que a evacuação começasse às 5h local (1h, em Brasília), mas não ocorreram.

Segundo o Observatório, as autoridades sírias impedem a aplicação do pacto feito entre Rússia e Turquia para uma evacuação por não ter sido consultadas, enquanto os opositores acusam o Irã, porque quer incluir no acordo algum ponto referido aos povos de maioria xiita de Fua e Kefraya.

Ditas localidades estão na vizinha província de Idlib e está cercadas pela Frente da Conquista do Levante (ex-filial síria da Al Qaeda) e outros grupos.

O Observatório apontou que outro dos motivos é que entre os rebeldes há 250 guerrilheiros estrangeiros que as autoridades sírias queriam deter e investigar; e o fato é que o Exército considera que não recebe nada em troca neste pacto, já que estava a ponto de tomar totalmente a área insurgente.

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