Em momento crítico na Síria, Conselho Otan-Rússia marca 1ª reunião em 5 meses

Bruxelas, 15 dez (EFE).- O Conselho Otan-Rússia se reunirá na próxima segunda-feira pela primeira vez em cinco meses para abordar a segurança da Europa em um momento crítico da guerra na Síria, anunciou nesta quinta-feira o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg.

"Assuntos de relevância para a segurança europeia, de maneira a importante a Ucrânia, serão discutidas", disse Stoltenberg, que já sinalizava a realização do encontro desde outubro, quando houve a última reunião de ministros da Defesa da Otan.

Nessa reunião, os aliados ressaltaram a "preocupação" com o avanço de um porta-aviões da Rússia no Mar Mediterrâneo, usado no ataque final de Moscou sobre a cidade de Aleppo, no norte da Síria, para apoiar as tropas do regime de Bashar al Assad.

Começou hoje a retirada de milhares de pessoas nos bairros controlados por rebeldes em Aleppo, cercados pelas tropas governamentais sírias, após novo acordo de cessar-fogo, o que não evitou denúncias de violações entre as duas partes.

"O que ocorre em Aleppo e na Síria é muito fluído. O que vemos agora é uma catástrofe humanitária horrenda. Vemos o assassinato de civis, vemos o sofrimento de civis", indicou Stoltenberg.

O ex-primeiro-ministro da Noruega pediu a "retirada segura dos civis" e "como possamos garantir a entrega de ajuda humanitária às pessoas em Aleppo". "É nisso que os aliados da Otan se concentram hoje. A Otan apoia todos os esforços para que isso ocorra, tanto o cessar-fogo como a entrega de ajuda humanitária e, certamente, a retirada dos civis", afirmou o secretário-geral.

Stoltenberg disse que o Conselho Otan-Rússia é uma plataforma para a negociação. Ele lembrou a suspensão da cooperação prática com Moscou após a anexação da península da Crimeia, mas disse que manteve abertos os canais para o diálogo político. "Quando as tensões estão altas, como hoje, é inclusive mais importante o diálogo direto com a Rússia", destacou.

Stoltenberg ressaltou a importância de abordar assuntos militares com a Rússia com transparência para reduzir riscos e para não produzir incidentes que podem sair do controle.

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