Inteligência dos EUA diz que Putin teve relação direta com cibertaques

Washington, 15 dez (EFE).- A inteligência dos Estados Unidos acredita que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve diretamente envolvido na estratégia de ciberataques usada para interferir nas eleições do país, vencidas por Donald Trump.

As emissoras "NBC", "CBS" e "ABC" divulgaram nesta quinta-feira essa conclusão, todas com informações de funcionários do serviço de inteligência dos EUA obtidas sob anonimato.

De acordo com a "NBC", funcionários de inteligência acreditam, com um "alto nível de confiança", que Putin se envolveu pessoalmente em uma campanha de ataques cibernéticos russos para tentar interferir no pleito realizado no último dia 8 de novembro.

Entre outras coisas, essas invasões geraram o roubo e a publicação de 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC) e outras mensagens da campanha de Hillary Clinton.

Os funcionários citados pela "NBC" afirmam que as novas informações, que procedem de "fontes diplomáticas e espiões que trabalham para aliados dos EUA", mostram que Putin "dirigiu pessoalmente" o processo de vazamento e uso do material roubado dos democratas.

A emissora "ABC", que também cita funcionários de inteligência que preferiram não se identificar, afirma que há informações concretas que ligam "diretamente" Putin com um "esforço de menor nível" do Exército da Rússia para invadir computadores de representantes republicanos e democratas dos EUA.

Já a "CBS" afirma que os funcionários de inteligência dos EUA estão convencidos que a ação dos hackers russos com objetivo de interferir nas eleições foi "aprovada" por Putin.

Um recente relatório da CIA, divulgado na semana passada, concluiu que a Rússia realizou ciberataques contra o processo eleitoral nos EUA não só para tentar desestabilizá-lo, mas também para auxiliar na vitória de Trump.

A Rússia negou em várias ocasiões ter envolvimento nessas invasões, e Trump se manteve ao lado de Moscou. O presidente eleito considerou "ridícula" a conclusão da CIA de que a Rússia o ajudou a vencer o pleito através dos ciberataques.

Hoje mesmo, por meio do Twitter, Trump voltou a questionar as conclusões da comunidade de inteligência e do governo do presidente Barack Obama sobre o envolvimento da Rússia nas invasões.

"Se a Rússia ou alguma outra entidade estava pirateando, por que a Casa Branca perdeu tanto tempo para atuar? Por que só se queixaram depois que Hillary perdeu?", escreveu Trump.

O porta-voz da equipe de transição, Jason Miller, desconversou quando perguntado sobre as novas informações que ligariam diretamente Putin com a espionagem.

"Já falamos muito disso, dos contínuos esforços para deslegitimar as eleições. Os resultados são sólidos e vamos iniciar um governo bem-sucedido que trabalhará para o povo americano", afirmou.

A Casa Branca disse que apoia que o Congresso realize uma investigação sobre o caso, como estão pedindo senadores de ambos os partidos. O próprio Obama ordenou que as agências de inteligência façam uma revisão exaustiva dos ataques contra as eleições para obter evidências que possam ser apresentadas aos parlamentares.

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