Otan pede mais sanções à Coreia do Norte por testes nucleares

Bruxelas, 15 dez (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pediu nesta quinta-feira à comunidade internacional que considere a imposição de mais sanções contra a Coreia do Norte como resposta às provocações realizadas pelo regime de Kim Jong-un, em referência aos testes nucleares de Pyongyang neste ano e aos avanços nos programas de mísseis balísticos.

Em declaração aprovada hoje, a Otan afirma que é "crucial" que a comunidade internacional seja apresentada para "reforçar a resposta perante às provocações da Coreia do Norte para incluir a consideração de mais sanções internacionais e pressão, se for necessário".

O texto é o resultado da reunião que manteve o Conselho do Atlântico Norte - o principal órgão de decisão da Otan - para abordar as ações do regime de Pyongyang, no qual se somaram Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul, que também respaldaram a declaração, junto com Montenegro.

A Otan pediu uma "implementação rigorosa" das resoluções 2321 e 2270 aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, que condenam os testes nucleares que a Coreia do Norte realizou em 9 de setembro e 6 de janeiro, respectivamente, e impõe sanções ao país.

Além disso, a Otan celebrou o compromisso dos membros do bloco, incluído na União Europeia, Austrália, Japão e Coreia do Sul de adotar mais medidas para contribuir para a desnuclearização completa da península coreana.

A Otan pediu ao regime norte-coreano que se "abstenha de novas provocações" e cumprir as obrigações e compromissos internacionais com a ONU e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"A Coreia do Norte deve abandonar todos os programas de armas nucleares e mísseis balísticos de forma completa, verificável e irreversível, assim como participar de negociações autênticas e críveis sobre a desnuclearização da península", diz a nota.

A Otan reforçou que os membros "seguem comprometidos" com a pacificação e a desnuclearização da península de forma pacífica, mensagem transmitida à Coreia do Sul, o país mais afetado pelas ações do vizinho, durante a Cúpula de Varsóvia em outubro.

Os testes nucleares de janeiro e setembro, assim como várias provas como mísseis balísticos de Pyonyang, realizou em 2016 que constituem uma violação das leis internacionais.

"Estamos profundamente preocupados com o persistente comportamento provocativo e desestabilizador da Coreia do Norte. As ações minam a estabilidade da região e representam uma ameaça crescente para a paz e a segurança internacional".

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