Argentina diz que Venezuela fez "show" após polêmica com chanceler

Buenos Aires, 16 dez (EFE).- O chefe de gabinete de ministros da Argentina, Marcos Peña, disse em entrevista publicada nesta sexta-feira que seu país seguirá na "via da democracia e da integração" mesmo que a Venezuela tente fazer um "show", após a polêmica visita da chanceler venezuelana, Delcy Rodrigues, a Buenos Aires.

"Milhões de venezuelanos sofrem pela incompetência desse governo e as violações aos direitos humanos", afirmou Peña ao site de notícias "Infobae".

O deputado Diosdado Cabello, primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela e considerado segundo homem forte do chavismo, afirmou que "o que fizeram com Delcy" é "uma agressão contra a mulher" e "contra a Venezuela" que "não tem nenhuma explicação".

Para Cabello, o embaixador da Argentina na Venezuela, Carlos Alberto Cheppi, deveria "recolher suas coisas" e retornar a seu país após o que aconteceu em Buenos Aires com a chanceler venezuelana.

Delcy, que viajou na quarta-feira à capital argentina para o encontro dos chanceleres do Mercosul, ao qual não tinha sido convidada porque a Venezuela está suspensa do bloco, disse que foi agredida por um policial em sua chegada à reunião, e afirmou que a medida era "uma vingança pessoal" do presidente da Argentina, Mauricio Macri.

"Nós argentinos estamos acostumados com este show midiático, pois vivemos 12 anos com esse tipo de cultura de poder", disse Marcos Peña, em referência aos governos de Néstor Kirchner (2003-2007) e sua esposa, Cristina Kirchner (2007-2015).

Segundo o chefe de gabinete, a Venezuela foi afastada do Mercosul porque "não cumpriu praticamente nenhum dos compromissos que tinha assumido".

Peña acrescentou que o governo da Venezuela "rompeu o diálogo com a oposição local, patrocinado pelo Vaticano, e demonstrou que não tem vocação ao diálogo".

"Podem tentar um show, mas vamos seguir na via da democracia e da integração. Tomara que a Venezuela encontre no diálogo uma saída para a horrível situação que está vivendo", concluiu Peña.

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