Obama diz que pediu a Putin para conter ataques cibernéticos contra os EUA

Washington, 16 dez (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, afirmou ter pedido ao líder russo, Vladimir Putin, para que freasse os ataques cibernéticos contra os Estados Unidos, e o advertiu sobre as possíveis consequências caso contrário.

Em sua entrevista coletiva de fim de ano, Obama explicou que pediu a Putin para que "cortasse" as invasões e suas tentativas de influir nas eleições dos Estados Unidos, durante o encontro do G20 de setembro na China.

Obama garantiu que advertiu a Putin que haveria "consequências sérias" caso a Rússia continuasse tentando se infiltrar nas comunicações do Partido Democrata, que foram vazadas durante a campanha eleitoral.

Do mesmo modo, Obama disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos responderão aos ciberataques russos de forma que as medidas adotadas não afetem os interesses americanos.

A CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal americana) determinaram que a Rússia foi responsável pelo vazamento com a intenção de aumentar as chances de vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais do dia 8 de novembro.

Obama também disse que não deveria "surpreender" o impacto dos vazamentos, já que foram amplamente expostos pela imprensa americana, e reiterou que a Casa Branca fez o "adequado" ao investigar os ciberataques e divulgar os fatos antes do pleito.

"Temos que tomar medidas para prevenir a ingerência estrangeira no futuro", opinou o presidente, que considerou que Trump e o Congresso devem tomar as ações adequadas para evitar interferências no sistema eleitoral americano.

"Minha esperança é que o presidente eleito (Trump) se preocupe do mesmo modo sobre este assunto", lembrou Obama, que disse torcer para que democratas e republicanos decidam fazer uma investigação no Congresso e se esqueçam de diferenças políticas ou partidárias.

Obama recomendou analisar "o que os faz vulneráveis" e lembrou que o ataque, que conseguiu descobrir senhas dos e-mails do Partido Democrata e da campanha de Hillary Clinton, não "era nenhum complô de espionagem elaborado".

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